Geral

Na Gazeta: Combate a dengue conta com projeto de controle natural de vetores desenvolvido por cientistas

Janeiro 13 / 2022

O ano de 2021 marcou o Rio Grande do Sul com o maior número de casos de Dengue na última década. O boletim do estado aponta que, até o dia 6 de novembro, haviam sido registrados 9.529 casos e fechou o ano com mais de 10 mil casos. O período ainda teve 11 mortes em decorrência da doença, cinco em Santa Cruz do Sul, três em Erechim e uma nas cidades de Passo Fundo, Mariano Moro e Bom Retiro do Sul. O número de municípios infestados saltou de 75 em 2011 para 427 este ano. Já a capital, Porto Alegre, confirmou a morte de quatro macacos por Febre Amarela.

Os problemas deixam claro que as ações de sanitização e os métodos tradicionais de combate não têm resultados positivos, observou a epidemiologista Daniele Queiroz, coordenadora da Forrest, consultora da OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde), com especialização na Universidade Johns Hopkins, nos EUA, ao participar do programa Lado a Lado Com a Notícia desta quinta-feira (13).

Campanhas de conscientização e aspersão de veneno são os caminhos básicos, mas sem resultados permanentes a curto prazo. Pesquisas com material genético e estudo do ambiente são algumas alternativas. A biotecnologia já tem respostas assertivas, comprovadas e sem agredir o ambiente ou expor a comunidade a riscos.

Com o início da temporada das chuvas, o perigo da multiplicação dos Aedes aegypti é enorme. Isso porque, após aproximadamente 15h da postura, os ovos dos mosquitos conseguem resistir a longos períodos de baixa umidade, podendo ficar até 450 dias no seco.

Conforme Daniele, o Projeto Controle Natural de Vetores desenvolvido pela Forrest Brasil Tecnologia, com trabalho de cientistas brasileiros e israelenses, apresenta excelentes resultados. A empresa é uma multinacional de biotecnologia avançada que busca soluções para combater os mosquitos vetores de patógenos causadores de doenças de grande impacto para a saúde pública.

O método é baseado na tecnologia TIE - utilização do Inseto Estéril -, em que os mosquitos são soltos de forma massiva. Os machos estéreis se acasalam com as fêmeas selvagens, que deixam de procriar, o que provoca uma imediata redução na infestação do mosquito e disseminação de doenças como a Dengue, Chikungunya, Zika e Febre Amarela.

O estudo é reconhecido pela comunidade científica internacional e foi publicado no Journal of Infectious Diseases, revista médica revisada por pares, editada pela Oxford University Press em nome da Sociedade de Doenças Infecciosas da América, principal referência na área. A Secretaria de Saúde do Paraná também reconhece e aprova a tecnologia. E os resultados já são vistos. A mais recente utilização do método acontece na cidade de Ortigueira (PR).

O trabalho é realizado em parceria com a empresa Klabin e o município foi implantado em novembro de 2020. Em um ano a redução foi de 99% no número de larvas viáveis encontradas em campo. Dados mais recentes mostram que a continuidade do trabalho fez com que, há dois meses, não fossem mais encontrados ovos e larvas na região. O número de pessoas doentes também caiu, de 120 para 5, quase 95%. Não foram registradas mortes.

''Neste momento de mudanças na dinâmica populacional, utilizar tecnologia e inovação é fundamental, pois as medidas de controle utilizadas atualmente são de certa forma pouco efetivas e de alto custo com baixo poder de prevenção'', explica a epidemiologista Daniele Queiroz.

Com o início da temporada das chuvas, o perigo da multiplicação dos Aedes aegypti é enorme. Isso porque, após aproximadamente 15h da postura, os ovos dos mosquitos conseguem resistir a longos períodos de baixa umidade, podendo ficar até 450 dias no seco. A situação torna-se ainda mais perigosa diante de um aparente cenário de subnotificação, provocado até mesmo pela gravidade da pandemia da Covid-19.


(Com informações: Assessoria de Imprensa Forrest).







Publicado por: Ana Maria Leal E-mail: anamaria@gazeta670.com.br
Compartilhe esta notícia em suas redes sociais