Economia

FMI eleva em 3,4 pontos projeção da inflação no Brasil em 2021

Outubro 13 / 2021


A projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a alta de preços no Brasil em 2021 aumentou de forma expressiva em meio às pressões inflacionárias globais, ao mesmo tempo em que o cenário para o crescimento piorou.

O fundo passou a estimar uma alta de 7,9% do IPCA para este ano, diferentemente dos 4,5% da projeção anterior, feita em abril. Ao mesmo tempo, aumentou a conta para 2022, de 3,5% para 4%.

 

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Para este ano, a projeção supera o teto da meta de inflação oficial, mas para 2022 fica dentro da margem de tolerância — o centro da meta do Banco Central para a inflação em 2021 é de 3,75%, e de 3,5% em 2022, sempre com uma margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Mesmo com o ajuste, o cenário do FMI para a inflação neste ano ainda é bem mais fraco do que a taxa de 8,59% prevista pelo mercado no último relatório Focus do BC. Para 2022, o resultado esperado pelo fundo também é menor, dado que no Focus os analistas preveem uma alta do IPCA de 4,17%.

Já o BC estima inflação de 8,5% ao final de 2021 e de 3,7% em 2022, enquanto o governo projeta altas do IPCA de 7,9% em 2021 e de 3,75% em 2022.

De olho nas pressões inflacionárias no Brasil, o BC elevou a taxa básica de juros Selic a 6,25% ao ano em setembro, e indicou que vai avançar em “território contracionista” ao dar sequência ao agressivo ciclo de aperto monetário para domar uma inflação persistente e disseminada.

O FMI ainda calculou que a taxa de desemprego brasileira fique em 13,8% neste ano e em 13,1% em 2022, o que representa melhora em comparação às taxas previstas em abril, de 14,5% e 13,2%.




R7




Publicado por: Tiago Borges E-mail: jornalismo@gazeta670.com.br
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