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Problema sem fim: cavalo agoniza em Carazinho após provável abandono

Abril 13 / 2021

Nossa reportagem recebeu ao longo desta terça-feira (13) vários relatos de pessoas pedindo auxílio para um animal abandonado no pátio da Escola Getúlio Vargas, no bairro Ouro Preto em Carazinho. Foram feitas inúmeras postagens também nas redes sociais apelando por atendimento.

Segundo os moradores das proximidades, o cavalo estava ali no local pelo menos há uns dois dias sem forças, provavelmente descartado por alguém que não precisava mais dele. Os moradores informaram que já haviam solicitado ajuda para o tratamento e recolhimento.

Ao procurar a prefeitura municipal, fomos informados pelo secretário de Obras, Estevão De Loreno, que disse ter ido ao local e constatado que o cavalo estava bastante debilitado e com ferimentos, sendo assim, pediu auxílio a um profissional médico veterinário que deverá verificar se será necessário fazer a eutanásia. Como a prefeitura não tem no quadro de servidores um veterinário para esse tipo de atendimento, disse que chamou um profissional que é seu conhecido, para avaliar o caso específico.

A princípio, ninguém sabe a quem o animal pertence.

 

Projeto de Lei

Recentemente foi aprovado um projeto do Executivo na câmara de vereadores que restringe a livre circulação de animais de grande porte (como por exemplo, equinos, bovinos, caprinos, ovinos e suínos) na via pública em Carazinho.

Segundo o projeto, os animais apreendidos encontrados soltos em vias públicas devem ser encaminhados para instituições de proteção animal ou particulares, previamente credenciados pelo município.

Os proprietários terão o prazo de até 10 dias para reclamar a posse dos animais, mediante a restituição dos custos decorrentes da apreensão, bem como do pagamento de multa estipulada. Caso isso não ocorra, os animais serão postos para adoção, não cabendo direito a qualquer indenização ao proprietário. A proposição também determina que aqueles que criarem animais de grande porte da espécie equina deverão possuir um Registro Municipal e terão que se adaptar em um prazo de até 360 dias.

Porém, esse projeto ainda não está regulamentado. isso deve acontecer a partir da reestruturação do Conselho Municipal do Bem-Estar Animal (COMBEA). A partir de então, a microchipagem destes animais será o ponto inicial para o funcionamento da lei, para identificação do proprietário e aplicação da multa.


(Fotos: redes sociais).



Publicado por: Emilio Arruda E-mail: emilio@gazeta670.com.br
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