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Grávida de Não-Me-Toque que carrega bebê morto há duas semanas clama por atendimento

Abril 11 / 2021

A moradora de Não-Me-Toque, gestante, Stéfani Taís da Silva, através de um desabafo nas redes sociais neste domingo (11) tornou pública sua indignação pelo fato de, após ter descoberto, com 14 semanas, que o bebê estava sem vida, hoje, completou 16 semanas e 3 dias que ela aguarda para realizar um procedimento chamado de Curetagem (raspagem da cavidade uterina). 

As informações foram publicadas no site A Folha do Sul. Stéfani contou nas redes sociais que durante consulta médica no posto de Posto de Saúde do seu bairro, a médica que a atendeu relatou não conseguir ouvir os batimentos cardíacos do bebê, mas, teria dito que era normal, por ainda ser muito pequeno. Após a consulta, ela foi para casa sem que exames tivessem sido solicitados.

Na noite de sexta-feira (09), Stéfani, procurou atendimento médico no Hospital Beneficência Alto Jacuí, e descobriu que seu bebê não estava mais vivo. Foi informada que deveria esperar em casa.

"Fui a noite de novo e o que me falaram é que o Hospital não tem remédio que precisa para anestesia que precisa pra fazer a Curetagem. Pessoas sem sentimento, eu com dor só olharam na minha cara e mandaram ir pra casa sem dar um remédio. Todo esse tempo o meu útero como vai ficar? De que adianta hospital? E se chega alguém que precisa urgente? Morre por uma irresponsabilidade", desabafou Stéfani. 

A reportagem da Rádio e Jornal A Folha entrou em contato com o Presidente do Hospital Alto Jacuí, Paulo Roberto Cervi, que informou estar apurando todos os fatos e disse não ser de seu conhecimento a falta de medicamentos.

A secretaria de Saúde de Não-Me-Toque manifestou estar averiguando todas as informações para que às medidas necessárias sejam tomadas dentro do contexto.

Já Stéfani, ainda está aguardando pelo procedimento de Curetagem, e em contato com a reportagem da Rádio e Jornal A Folha relatou que precisa com urgência da cirurgia, pois dores.


(Fonte: Rádio e Jornal A Folha).



Publicado por: Ana Maria Leal E-mail: anamaria@gazeta670.com.br
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