Coluna Circulando e a política atual.

De olho no 'dim-dim'.

Ana Maria Leal
Outubro 07/ 2021

Dias atrás alguém comentava comigo sobre o grande número em Carazinho de ''interessados'' em colocar o nome à disposição de seus partidos para concorrer no ano que vem.

Sua teoria era de que, muitos cientes das poucas chances que tem, estão é de olho no fundo eleitoral.

Recursos bilionários que, repassados pelas siglas para seus candidatos, ajudam a custear as despesas das campanhas.

Ou seja, faz com que políticos tenham essa experiência de concorrer a deputado estadual ou federal, colocar seu nome na vitrine, sob os holofotes, para que não sejam esquecidos pelos eleitores até as próximas eleições municipais.

Não mais do que isso.

Hoje outro político comentava comigo a respeito e trouxe essa mesma opinião.

Há quem esteja se deixando levar, sendo seduzido, pelos atrativos recursos que deverão ser despejados nos municípios para os pretensos candidatos.

Mas essa pessoa me alertou sobre um pequeno detalhe: ''Se o dinheiro chegar''.

Sim, me lembrou que nem sempre esses valores aportam aos municípios do interior.

O risco é de os candidatos gastarem antecipadamente, assumirem dívidas com um valor que é prometido, mas que, muitas vezes, acaba ficando nos redutos maiores, grandes centros, investidos em quem já tem e busca manter o mandato, ou nomes que são favorecidos por suas siglas.

Para informar a diferença entre Fundo Eleitoral e Fundo Partidário, busquei o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cujo conteúdo vou reproduzir aqui, a título de informação:

''Os partidos políticos no Brasil contam com duas fontes de recursos públicos para financiar as campanhas dos seus candidatos nas eleições: o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), também conhecido como Fundo Eleitoral, e o Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, o Fundo Partidário.

O Fundo Eleitoral foi criado em 2017 pelas Leis nº 13.487 e 13.488, aprovadas pelo Congresso Nacional. Com a proibição de doações de pessoas jurídicas estabelecida por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2015, o Fundo Eleitoral tornou-se uma das principais fontes de receita para a realização das campanhas eleitorais.

O Fundo Partidário (FP), por sua vez, é mais antigo. Instituído em 1995 pela Lei nº 9.096 (Lei dos Partidos Políticos), ele foi durante muito tempo a única fonte de recurso público dividida entre os partidos. Além de poderem ser usados para financiar campanhas eleitorais, os valores do Fundo Partidário são utilizados para custear atividades rotineiras das legendas, como o pagamento de água, luz, aluguel e passagens aéreas, entre outros''.



(Imagem meramente ilustrativa: /www.lean.org.br)


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