Coluna Circulando e a política atual.

Obras da Corsan.

Ana Maria Leal
Maio 11/ 2021

E não é que as obras de esgotamento sanitário que a Corsan realiza de forma terceirada com a empresa Conster em Carazinho voltaram a ser assunto no legislativo?

Obras necessárias, todos sabemos, mas realizadas de forma que rendem indignação. 

Porém, nesta segunda-feira (10) informações novas,-pelo menos para mim-, foram tornadas públicas na sessão da câmara.

Por exemplo, a de que pelo menos 200 itens (situações) foram apontados para a empresa consertar.

Isso dito pelo vereador Gilson Haubert, suplente que está na vaga de Vanderlei Lopes (ausente por motivo de saúde).

Gilson deve saber o que fala, pois, por bastante tempo, esteve no cargo de fiscal de tais obras na cidade.

Quem introduziu o tema, ou melhor dizendo, o problema, foi Fábio Zanetti, cobrando a demora na conclusão específica de um trecho da VX de Novembro, da Itararé sentido a Marechal.
Lá, segundo ele, já surgiram crateras, e no ritmo que os trabalhos estão, deve demorar uns três meses para que seja finalizado.

Gilson respondeu a Fábio que, agora, como vereador, irá atrás desse assunto.

Antes, como fiscal, pelo jeito, não foi suficiente.

Se bem que informou ter impedido que a realidade, acredite, fosse ainda pior: ''Eu mesmo repassei mais de 50 itens, andando pelas ruas, do que contatava, eu consegui muitas vezes contornar muitos erros deles, tem uma equipe que fiscaliza diariamente, in loco, contratada pela Corsan, está na área de trabalhos, não sei se fecha os olhos para os trabalhos que são maus feitos, mas fica muito a desejar. Eu consegui paralisar muitas obras, ruas da Ouro Preto que ficaram sem asfalto, pura terra, após as eleições, quando reassumi (a fiscalização) paralisei as obras na Ouro Preto enquanto não reajustassem todas as ruas, ou melhorassem, não realizariam mais trabalhos, existem maneiras, mas o principal é a fiscalização diária, essa tem que acontecer, senão, o pessoal que trabalha nas empresas 'não estão nem aí', o trabalho será feito, eles vão embora, mas o erro fica, a fiscalização tem que ser mais continua e diária para acontecer o melhor trabalho''.

Gilson também informou que a prefeitura pensou até em rescindir o contrato existente, mas, isso daria um transtorno ainda maior.

E que o governo municipal pensa em alguma maneira para que, pelo menos, a empresa cumpra o prazo determinado de abrir e fechar o trecho trabalhado em 30 dias.

Que é uma das regras do contrato.

Nem um pouco cumprida. 







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