Economia

Reajuste salarial de 70,1% dos trabalhadores foi abaixo da inflação

Novembro 25 / 2021


A maioria das negociações salariais feita em outubro não foi positiva para o trabalhador. Dados do Salariômetro divulgados nesta quinta-feira (25) pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) apontam que 70,1% das negociações salariais feitas em outubro ficaram abaixo da inflação, ou seja, tiveram perda real.

O reajuste recebido pelos profissionais foi, em média, de 9%, o que representa uma defasagem de 1.8 ponto percentual em relação ao INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado nos últimos 12 meses, de 10,80%.

O INPC verifica a variação do custo de vida médio apenas de famílias com renda mensal de 1 a 5 salários mínimos (de R$ 1,1 mil a R$ 5,5 mil). Esses grupos são mais sensíveis às variações de preços, pois tendem a gastar todo o seu rendimento em itens básicos, como alimentação, medicamentos, transporte etc.

O Salariômetro também aponta a proporção de reajustes feita abaixo, igual ou acima do INPC no mês, ano e nos últimos 12 meses:

- Abaixo do INPC:  70,1% (mês), 51,5% (ano) e 47,8% (nos últimos 12 meses);

- Igual ao INPC: 17,5% (mês), 28,0% (ano) e 30,5% (nos últimos 12 meses); e

- Acima do INPC: 12,4% (mês), 20,4% (ano) e 21,6% (nos últimos 12 meses).

Ou seja, em outubro, apenas 17,5% das negociações salariais garantiram a reposição da inflação e 12,4% proporcionaram ganho real ao trabalhador (reposição da inflação mais um percentual de aumento excedente).

Na comparação entre os setores, somente os da construção civil, papel, papelão, celulose e embalagens, fiação e tecelagem, energia elétrica e utilidade pública, optaram por manter o poder de compra de seus profissionais, ou seja, deram o reajuste equivalente à inflação. 

Os segmentos de extração e refino de petróleo (-8,8%) e publicidade e propaganda (-8,4%), por sua vez, proporcionaram as maiores perdas.



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Publicado por: Tiago Borges E-mail: jornalismo@gazeta670.com.br
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