Saúde

Na Gazeta: Médico alerta para fatores que influenciam a perda da audição

Abril 07 / 2021

O médico otorrinolaringologista Luis Gustavo Espanhol participou do programa Lado a Lado Com a Notícia desta quarta-feira (07) falando sobre perda de audição, respondendo dúvidas dos ouvintes, e orientando como esse tipo de situação pode ser tratada.

Segundo ele a expectativa de vida atualmente é diferente de no passado, quando as pessoas aos 60 anos eram consideradas idosas, e hoje seus pacientes chegam aos 70, 80, 90 anos, com boa condição de saúde e vivendo em comunidade, interagindo, utilizando redes sociais e a tecnologia para se comunicar.  ''Não aqueles velhinhos que ficavam na poltrona o dia todo esperando a morte chegar, como se dizia, hoje são pessoas mais ativas, mas a perda de audição faz parte do nosso processo de envelhecimento, pode acometer com pessoas de todas as idades, jovens, adultos e idosos''.

Dr. Luis Gustavo informa que as causas mais comuns de perda de audição são a idade, exposição a ruídos muito altos, (pessoas que trabalharam com barulho ao longo da vida tem prejuízo da audição), pode acometer a parte anatômica.

''Como funcionam as perdas: o ouvido é dividido em três partes externa, média e interna. Na parte externa a causa mais  comum de perda de audição é a cera do ouvido. Na parte do ouvido médio, a perda acontece por acúmulo de liquido ou secreção, ou por problemas nos pequenos ossos que temos no ouvido, isso já é uma causa um pouco menor de perda. No ouvido interno, tem perda por defeito das fibras nervosas da audição que impossibilitam a transmissão do som para o cérebro, devido ao processo natural de envelhecimento. Para algumas já ocorre a partir dos 50 anos, não é a maioria''.

Ele também lembra condições que podem acelerar as perdas de audição, como diabetes, hipertensão arterial, meningite, uso de cocaína, otite media, alguns quimioterápicos do tratamento do câncer, tabagismo, e uso de alguns medicamentos crônicos, como anti inflamatório, (às vezes usado indiscriminadamente), uso do AAS, entre outros remédios.

Uma orientação do Dr. Luis Gustavo é quanto a limpeza do ouvido, que deve ser feita com a toalha ou o dedo, sem entrar profundamente no orifício. Ele também não recomenda o uso de cotonetes, pois pode empurrar a cera para dentro da cavidade, compactando, tornando-se um problema.

Ele ainda falou sobre o uso de aparelhos auditivos e do quanto contribuem para melhorar a audição, e que aos primeiros sinais de dificuldade ao ouvir a pessoa deve procurar o atendimento médico para tratar do assunto.

A entrevista completa você confere nos vídeos do facebook.comportalgazetacarazinho desta quarta-feira. 




Publicado por: Ana Maria Leal E-mail: anamaria@gazeta670.com.br
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