Saúde

Governo orça aluguéis de contêineres refrigerados para armazenar corpos no RS

Março 04 / 2021


Com aumento das mortes em decorrência do novo coronavírus no Rio Grande do Sul, o Palácio Piratini já orça o aluguel de contêineres refrigerados para armazenamento de corpos em caso de necessidade. Integrantes do governo debatiam nesta quarta-feira o agravamento da pandemia e as medidas previstas no plano de contingência.

Com base em exemplos de outros estados brasileiros, como Amazonas, que enfrentaram dificuldades para enterrar as vítimas da Covid-19, o governo gaúcho já mapeia as empresas que oferecem contêineres. A decisão sobre a necessidade de utilizar as estruturas é do Departamento Médico-Legal (DML), que é um órgão de execução do Instituto-Geral de Perícias (IGP).

A diretora do IGP, Heloisa Helena Kuser, esclarece que a instituição atua apenas na área criminal, com atendimento a vítimas de violência como homicídios e mortes sem identificação. Mesmo sem prestar serviços relacionados a vítimas da Covid-19, ela explica que o governo está finalizando os orçamentos como parte do plano de contingência. "Temos as experiências de outros estados, que passaram por situações de catástrofe", observa. Segundo Heloisa, a equipe técnica avalia a situação para tomar decisão na "hora certa". "O Estado não vai poupar dinheiro", garante.

Ela também reforça que o objetivo, caso a contratação seja efetivada, é garantir a capacidade de atendimento se porventura o número de mortes subir nos próximos dias. "Quem define a necessidade é o DML, que está acompanhando a rotina e sinalizando o que está acontecendo", assinala. Heloisa informou ainda que, em média, são registradas 10 mortes por dia em função de crimes. "Estamos assim há um ano e meio. É o mesmo número."

 

Moinhos de Vento instala contêiner

Na tarde desta quarta, o Hospital Moinhos de Vento instalou um contêiner refrigerado anexo ao hospital com capacidade para armazenar até oito cadáveres. Com o reforço, a estrutura atual do necrotério passa a comportar até 11 óbitos. A medida é parte do Plano de Gestão de Crise, que prevê expansão programada do plano da estrutura do necrotério.

Conforme o Moinhos de Vento, o contêiner é provisório e vai ser utilizado somente em caso de "real necessidade", considerando a possibilidade de atrasos na retirada dos óbitos por parte das funerárias. O hospital enfatiza que mesmo que não venha a ser utilizada, trata-se de uma medida preventiva.

 


Correio do Povo





Publicado por: Tiago Borges E-mail: jornalismo@gazeta670.com.br
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