Saúde

Pandemia: Atendimento na UPA Carazinho cresceu em média 35% nos últimos dias

Fevereiro 25 / 2021

Formatada para fazer em média 150 atendimentos por dia, a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Carazinho teve um aumento, neste momento da pandemia do novo coronavírus, de 30% a 35% nos últimos 15 dias.

A informação preocupa o coordenador médico da UPA, Dr. Rafael Espanhol, que em entrevista para a Rádio Gazeta nesta quinta-feira (25) falou sobre os números atuais de atendimentos e lotação no local.  ''Esses números refletem a realidade do HCC, dos hospitais de Passo Fundo, e a realidade do nosso estado e de estados vizinhos. Estamos com uma média de cerca de 200 atendimentos. Vale frisar que lá no inicio da pandemia se organizou o fluxo na UPA, se  colocou um médico a mais, eram  dois, hoje são três, o HCC também se organizou pensando no aumento do volume dos atendimentos, os órgãos de saúde se estruturaram  sabendo o que iria acontecer. É o que eu sempre digo: os profissionais de saúde estão fazendo sua parte, quem não está fazendo sua parte no acordo é a população. Os profissionais de saúde estão cansados, fatigados, sobrecarregados, se vê todo o dia algum médico, enfermeiro, técnico, se afastando por infecção, não só os profissionais da saúde, mas quem atua nos bastidores como o pessoal da limpeza, sanificação, secretária, pessoas que tem contato direto com a unidade de saúde vem sistematicamente se afastando pela doença''.

Dr. Rafael também observa que muitos desses pacientes não se recuperam logo após a infecção, muitos pacientes ficam com sequelas do processo infeccioso, com fadiga, dores pelo corpo, problemas respiratórios. ''Mais propriamente falando dos profissionais da saúde, não estão voltando logo em seguida, estão ficando afastados por sequelas do processo infeccioso da Covid, não é uma situação em que o profissional que adquire se afasta 15 dias, 30 dias,  e retorna, alguns estão lutando até hoje com sintomas que a Covid deixou, além de falta de estrutura no sentido de estar sobrecarregada, estamos com  falta de corpo humano para o trabalho, os profissionais estão no seu limite, e está tendo uma piora nos números''.



(Foto: Grupo Gazeta / Michel Dias).

Publicado por: Ana Maria Leal E-mail: anamaria@gazeta670.com.br
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