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Família carazinhense pede justiça pela morte de mulher após procedimento cirúrgico

Fevereiro 18 / 2021

Os familiares de Rosemar Leal da Silva, de 48 anos, estão pedindo por justiça. Moradora do bairro Glória ela deu entrada no Hospital de Caridade de Carazinho (HCC) no dia 25 de janeiro, para retirar um mioma no útero. Três dias depois, no entanto, ela não resistiu. Os familiares suspeitam que um erro médico possa ter ocorrido durante o procedimento.

O caso foi parar na Polícia Civil do município que investiga a situação. A delegada Heladia Cazarotto contou que o inquérito já foi instaurado e a polícia aguarda o resultado da exumação.

Filho de Rosemar, Mateus Leal, lamentou a morte da mãe nas redes sociais. ''No dia 25 minha mãe internou no hospital para realizar um procedimento em vídeo, aparentemente simples, para retirada de um mioma no útero. No entanto, após o procedimento ela continuou a reclamar de fortes dores na barriga. Pela médica nada foi feito. Na terça-feira (26) as dores continuaram e o inchaço na barriga começou aparecer. Novamente pela nada foi feito. Na quarta-feira a médica chamou outros profissionais para o caso. Neste dia sem realizar qualquer tipo de exame, eles receitaram um laxante e submeteram minha mãe a duas lavagens intestinais. Ela não aguentava as fortes dores e, ao se queixar, teve que ouvir dos médicos que aquilo era "drama". E somente após esses dois dias ao realizar um raio x foi constatada a perfuração do intestino, e uma nova intervenção cirúrgica foi feita, tendo ela uma parada cardíaca na mesa. Logo após a cirurgia ela foi encaminhada para o CTI em coma.  Na quinta-feira (28) às 8h20 da manhã ela entrou em óbito'', conta o filho.

A advogada da família, Juliani Pinzon, disse que a família tem motivos para acreditar que ocorreu um erro. ''A família tem muitos motivos para acreditar que houve sim erro médico na conduta da profissional. O erro médico se caracteriza pela negligência, imprudência e imperícia. No caso em tela, a imperícia está presente quando em um procedimento cirúrgico, a paciente restou com o intestino perfurado, sem que a médica tenha percebido. A imprudência e a negligência também estão presentes no caso, uma vez que desde o pós operatório imediato, a paciente relatou dor intensa e sintomas que deveriam ter sido suficientes para a profissional reavaliar a paciente e tomar as medidas necessárias com urgência. Isso não ocorreu. Temos convicção que o quadro de perfuração era totalmente reversível, com a preservação da vida da paciente, caso ela tivesse suas queixas e sintomas validados pela médica assistente, que não o fez'', comentou a advogada.

A advogada disse ainda que além de levar o caso ao conhecimento da autoridade policial e do Judiciário, foi feita uma reclamação junto ao Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers).

Nossa reportagem procurou o HCC e fomos informados que o caso apontado está sob análise da Direção do Corpo Clínico do Hospital e que a documentação solicitada pela família a Instituição já foi disponibilizada.

O advogado de defesa foi procurado e disse que não iria se manifestar a respeito, mas que a profissional tem a certeza que agiu com a técnica que o caso exigia.

Rosemar deixou o esposo e três filhos.





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