Saúde

Evento discute como reverter queda de coberturas vacinais na pandemia

Outubro 16 / 2020


O engajamento de profissionais de saúde atualizados e bem capacitados é uma das principais ferramentas que a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) destaca para reverter a queda nas coberturas vacinais durante a pandemia de covid-19. O tema foi discutido na tarde de hoje (15) na abertura da Jornada Nacional de Imunizações, que ocorre neste ano em formato online por causa das medidas de prevenção ao novo coronavírus.

A presidente da comissão científica do evento e vice-presidente da SBIm, Isabela Balalai, afirmou que o mundo vive não apenas uma pandemia de covid-19, mas muitas "pandemias" relacionadas à desinformação que ameaçam a saúde coletiva.

"Vivemos uma pandemia da covid-19, uma pandemia de desinformação, uma pandemia da politização da ciência, uma pandemia de baixas coberturas vacinais. Não vivemos apenas uma pandemia, vivemos várias", afirmou. "Diante desse cenário de tantas pandemias, o empoderamento de nós, profissionais de saúde, se faz mais do que necessário. É isso que faz a população se vacinar, e é isso que faz a população acreditar na ciência."

O presidente da SBIm, Juarez Cunha, também aproveitou o evento para destacar o protagonismo dos profissionais de saúde na missão de combater a queda das coberturas vacinais. "O brasileiro, historicamente, confia e acredita não só nas vacinas, mas em nós, profissionais de saúde. Podemos e devemos reverter esse quadro. Para isso, precisamos estar cada vez mais preparados, capacitados e atualizados".

Cunha manifestou preocupação com o crescimento da hesitação às vacinas, termo que se refere ao atraso ou recusa em se vacinar quando a imunização está disponível gratuitamente. "Se já tínhamos coberturas vacinais baixas antes da pandemia, por vários motivos, elas pioraram, e muito, em 2020. Como consequência, aumentaram os riscos que a nossa população desprotegida está correndo, principalmente as crianças", alertou.

No mês passado, a SBIm já havia lançado um alerta sobre a baixas taxas de vacinação no país, destacando que nenhuma das vacinas recomendadas para menores de 2 anos havia atingido 60% do público-alvo até agosto. Para enfrentar o problema, o Ministério da Saúde lançou a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e de Multivacinação, com o objetivo de imunizar mais de 11,2 milhões de pessoas e conscientizar a população sobre a importância das vacinas para a proteção contra diversas doenças.

A campanha começou no dia 5 e vai até 30 de outubro, com o Dia D de vacinação marcado para o próximo sábado (17). A coordenadora-geral do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Francieli Fontana, enviou uma mensagem de vídeo ao evento em que destacou a importância de aproveitar a campanha para atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes.




Agência Brasil





Publicado por: Tiago Borges E-mail: jornalismo@gazeta670.com.br
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