Saúde

Setembro amarelo: pandemia reforça novos cuidados com a saúde mental

Setembro 21 / 2020

No mês de prevenção ao suicídio, equipes multidisciplinares atuam no ambiente hospitalar ou no acompanhamento de quem teme a doença.


Atualmente, segundo dados da Organização Mundial da Saúde, mais de 18 milhões de brasileiros sofrem com transtornos de ansiedade, o que deixa o país como o mais ansioso do mundo. O Brasil também é o quinto país com maior número de casos de depressão, um total de 12 milhões de pessoas. 

O surgimento do novo Coronavírus intensifica esse cenário, já que os níveis de estresse e preocupação aumentaram consideravelmente desde o início da pandemia. Agora, no mês de prevenção ao suicídio, especialistas estendem a preocupação para os pacientes que estão com COVID-19 e os profissionais que estão na linha de frente. Com períodos de internamento mais longos e uma realidade de visitas restritas, a COVID-19 reforçou a necessidade de cuidados hospitalares que vão além do tratamento do corpo. A saúde mental é olhada com atenção pela psicologia para garantir maior conforto emocional e melhorar a interação entre pacientes, equipes assistenciais e familiares. 

Para falar a esse respeito a psicóloga Letícia Georgett Bueno, psicóloga do Hospital Marcelino Champagnat, em Curitiba (PR), participou do Lado a Lado Com a Notícia. Além do trabalho desenvolvido rotineiramente, que engloba a avaliação do estado emocional e da qualidade do sono do paciente, no hospital em que atua os psicólogos que integram a equipe multidisciplinar de atendimento desenvolveram mudanças significativas na comunicação durante a pandemia. Com a necessária restrição de acompanhantes e visitas, os psicólogos passaram a planejar reuniões virtuais entre pacientes, amigos e familiares.

Se anteriormente o contato do paciente ficava restrito ao número de acompanhantes ou visitantes permitido e horários pré-determinados, o uso da tecnologia proporcionou a reunião de grandes grupos em um momento delicado. Uma tendência que, conforme a psicóloga, deverá ser mantida após a pandemia, com visitas pessoais e visitas virtuais não irão se contrapor e, sim, se completar para proporcionar bem-estar emocional tanto para pacientes como para seus entes queridos.



Publicado por: Ana Maria Leal E-mail: anamaria@gazeta670.com.br
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