Política

Leitura de relatório da reforma da Previdência é marcada para quinta-feira

Jornalista Gazeta
Junho 12 / 2019

O presidente da Comissão Especial que analisa a reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PL-AM), confirmou para as 9h30 desta quinta-feira a leitura do relatório do parecer do relator, Samuel Moreira (PSDB-SP).

Líderes da oposição pediram o adiamento da análise da reforma para a semana que vem. Ramos, no entanto, disse que, se houver apelo da maioria, pode adiar a discussão da proposta. ?Vou conversar com outros líderes para discutir procedimentos de votação. Não me interessa abrir a discussão da matéria num processo tenso, conflituoso e desqualificado?, observou ele.

Na reunião com Ramos, a líder da minoria, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), justificou o pedido ao momento que, segundo ela, não é de ?normalidade democrática?. Jandira defendeu um posicionamento do Congresso sobre o conteúdo das mensagens entre o ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o procurador-chefe da Lava Jato, Deltan Dallagnol, divulgadas pelo site The Intercept Brasil no último domingo.

?Toda nossa atenção deve estar voltada para a investigação desses fatos. O Parlamento precisa agir como instituição, não é uma questão da esquerda, é um problema da democracia?, argumentou Feghali. A oposição também pediu nova reunião com o relator da reforma para conhecer as mudanças propostas no texto.

Marcelo Ramos reconhece que as denúncias contra Sérgio Moro influem no ânimo da oposição, mas afirmou que fará um esforço para blindar a pauta econômica. ?É preciso isolar a instabilidade política e dar uma chance de o Brasil andar para a frente?, disse.

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Acordo

Ramos tenta um acordo de procedimentos para que a oposição abra mão da obstrução regimental pela votação nominal de todos os destaques apresentados à reforma da Previdência. O presidente da comissão acredita que a discussão do texto levará de duas a três sessões, dependendo do número de inscritos. Pelo regimento, todos os deputados que se inscreverem, incluindo não membros da comissão, têm direito de falar.

?A não ser que seja aprovado requerimento para suspender discussão, essa é a regra?, explicou. Durante a discussão da reforma de Michel Temer, na legislatura passada, foram mais de 90 inscritos para discutir a proposta.

Fonte: Correio do Povo. 

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