Economia

Times não precisam da Caixa - afirma presidente do banco

Jornalista Gazeta
Abril 15 / 2019

O novo presidente da Caixa, Pedro Guimarães afirmou que os clubes não precisam do patrocínio da estatal. De acordo com ele o mercado é amplo e vários clubes, inclusive, conseguiram fechar novos contratos com certa agilidade, uma vez que foram informados da decisão da Caixa de não renovar os contratos.

A Caixa Econômica Federal foi uma das principais patrocinadoras dos grandes clubes brasileiros nos últimos anos. O total investido em 2018 ultrapassa os R$ 150 milhões. No entanto, uma decisão do Tribunal de Contas da União não permitirá que contratos de patrocínio da Caixa com os clubes brasileiros sejam renovados.

Tudo começou em 2012, quando a estatal investiu no Atlético Paranaense, Avaí e Figueirense. Desde então o investimento nos clubes já ultrapassou R$ 660 milhões, de acordo com a reportagem da Folha.

Clubes como o Flamengo receberam R$ 25 milhões em 2018, o que felizmente, para os rubro-negros, equivale à apenas 5% do seu faturamento anual. Times como o Ceará, no entanto, serão muito impactados com a medida, os R$ 6,7 milhões provenientes da Caixa representam quase 25% do orçamento anual do clube.

De qualquer forma, todas as equipes precisarão buscar novas maneiras de arrecadar fundos. Sites de apostas são ótimas opções, visto que é de interesse deles aparecer nas camisas dos clubes para que os telespectadores saibam o endereço eletrônico de sites confiáveis. Aliás, essa é justamente uma das vantagens do Playbonds Brasil, uma vez que o site permite que o jogador aposte em jogos de futebol e vários outros esportes.

Novo governo e os patrocínios da Caixa

A cúpula do novo governo não é a favor da utilização de dinheiro público com o patrocínio de clubes. O presidente Jair Bolsonaro afirmou, pouco depois de ser eleito, que a Caixa gastou R$ 2,5 bilhões com publicidade e patrocínio em 2018. O número não está de acordo com os dados divulgados pela estatal, segundo ela o gasto com patrocínios e publicidade em 2018 alcançaram os R$ 685,4 milhões.

Paulo Guedes, o novo ministro da Economia, também afirmou que ''às vezes, é possível fazer coisas cem vezes melhores com menos recursos do que gastar com publicidade em times de futebol". Assim, logo no começo do ano a Caixa enviou um comunicado aos clubes brasileiros pedindo que a marca não fosse estampada nas camisas enquanto as equipes não encontravam um novo patrocinador. É válido lembrar que é de costume que o patrocinador antigo fique estampado nas camisas mesmo após o fim do contrato, até que um novo contrato seja fechado entre a equipe e o novo patrocinador. Isso é feito em respeito ao último patrocinador e ao compromisso firmado.

Por fim, é importante citar que nem adianta esperar uma possível privatização da Caixa para que a empresa retome a prática de patrocínio dos clubes. Isso porque o secretário de Desestatização e Desinvestimento do Governo Federal, Salim Mattar, já afirmou que o plano é manter o Banco do Brasil, a Caixa e a Petrobrás. As outras 135 estatais deverão ser todas privatizadas ou extintas para gerar um capital em torno de US$ 700 bilhões de dólares.

Nova diretriz e novos rumos

O objetivo da nova diretriz é reduzir a quantia gasta com patrocínios, o valor atual gira em torno de R$ 150-190 milhões anuais. Guimarães, no entanto, não informou qual será o novo teto de gastos com patrocínios. O que se sabe até então é que o foco será outro, a princípio, a Caixa irá investir em esportes que não têm participação efetiva do público privado. Um exemplo claro são os esportes paralímpicos, os esportes de base e ações que incentivem o esporte em comunidades carentes.

Recentemente, por exemplo, a Caixa fechou um acordo para a compra de 15 cadeiras para jogadores de basquete paralímpico em um projeto social do Acre. Não existem projetos definidos para todos os 27 estados do país, mas a ideia é justamente buscar parcerias para investir em projetos voltados para comunidades que não contam com muitos recursos.

De acordo com os contratos ativos, a Caixa prevê investir até R$ 95 milhões no esporte paralímpico, R$ 20 milhões deverão ser direcionados à ginástica e R$ 60 milhões serão destinados ao atletismo. Isso considerando o período de 2017 até 2020.




(Foto: Divulgação)



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