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Questão indígena: Funai deverá estar em Carazinho para reunião na próxima semana

Jornalista Gazeta
Março 15 / 2019

A informação partiu do vereador Anselmo Britzke, o Gauchinho (PDT) em entrevista para a Rádio Gazeta AM após participar de reunião com a Funai na cidade de Passo Fundo nesta quinta (14), acompanhando o cacique Ivo Gales e o professor da aldeia.

Segundo ele foi marcada uma audiência com o coordenador da Funai na região para a semana que vem e com a prefeitura de Carazinho. "Levamos várias ideias até a Funai, como arrendar uma área para os índios até terminar o estudo que está em Brasília sobre Carazinho ser ou não área indígena, e também ficou acertado para os próximos dias uma reunião com o vice-governador Ranolfo Vieira Junior pois eu soube que o governador Eduardo Leite, quando foi prefeito de Pelotas, fez um assentamento indígena no município, e que a situação era a mesma de Carazinho, os indígenas andavam de um lado para o outro, sendo despejados, então o governador fez a aldeia e solucionou o problema. Quem sabe mais adiante possa ter em Carazinho uma área indígena,  que o município possa arrendar essa área para os índios''.

Gauchinho informou, ainda, que para essa reunião que deverá ocorrer em Carazinho na próxima semana e cujo horário será marcado, serão convidados também todos os vereadores.

 

Bairro Alegre

Na sessão desta semana na câmara Gauchinho falou sobre a área oferecida para o município receber os índios, localizada próximo no bairro Alegre, em Carazinho. Disse que recebeu um telefonema de José Amadeo Toloti, representante da Associação de Moradores do local, pedindo que os índios não sejam levados para lá.

Para a reportagem da Rádio Gazeta Toloti disse que foi procurado por vizinhos dizendo que não gostariam que os índios estivessem ali, mas que da sua parte não teria problema. ''Sei que índios gostam de mato nativo e rio, e ali não tem nada disso, não sei se é lugar para eles, mas isso está na mão de Deus, não tem problema nenhum''.

Essa área em questão é a que aparece nas fotos nesta notícia, e foi oferecida ao prefeito para instalar as famílias indígenas do parque em troca de uma dívida que o proprietário tem com o município.

O cacique, inclusive, já foi levado ao local, e teria gostado de lá.

 

Justiça Federal

Em contato com a justiça federal a reportagem da Rádio Gazeta AM foi informada que nem o município nem a Funai encaminharam ofício relatando sobre essa nova área, que haveria essa possibilidade de negociação.

Desta forma, a justiça continuava no aguardo de parecer da secretaria de Educação do governo do estado (SEDUC) a respeito da possibilidade de receber os índios em espaço junto a BR 285, logo após o Trevo da Bandeira, onde está a escola agrícola Eeprocar (Escola Estadual de Educação Profissional de Carazinho).

O prazo para a SEDUC responder à justiça encerra nesta sexta, dia 15.

Se a justiça não receber a confirmação do estado de que existe processo de negociação será cumprida a determinação anterior para que as famílias deixem o parque. A única hipótese de isso não acontecer é o município, no processo, solicitar que seja concedido novo prazo em razão de novo processo de negociação. 


(Fotos Grupo Gazeta / Marcelo Toledo).


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