Polícia

Encerrado primeiro dia do julgamento do Caso Bernardo

Jornalista Gazeta
Março 11 / 2019

Os trabalhos do Tribunal do Júri encerraram após quase 12 horas no Foro da Comarca de Três Passos, na noite desta segunda-feira (11). As atividades tiveram início às 9h30min com o sorteio dos sete jurados e leitura de peças. Após, houve intervalo de almoço e retorno dos trabalhos às 12h30min.

A previsão de duração do julgamento é de sete dias.

 

Transmissão

Para interessados que não estarão presentes, será possível acompanhar o julgamento ao vivo pela internet e no Twitter em tempo real.

Público em geral: o acesso será pelo site do Tribunal de Justiça  http://www.tjrs.jus.br/transmissao. Também será possível acompanhar em tempo real pelo Twitter: https://twitter.com/tjrsaovivo.

Imprensa: Para veículos de comunicação, há link específico cujo acesso deverá ser solicitado através do e-mail: imprensa@tjrs.jus.br.

Somente no primeiro dia, a transmissão do TJRS teve cerca de 10 mil visualizações.

O crime comoveu não só o país: além de acessos em vários Estados brasileiros, também está sendo acompanhado em outros países - como Canadá, Colômbia, Reino Unido, Uruguai, Holanda, Portugal, Suíça e Estados Unidos.

 

O julgamento

À tarde, foram ouvidas duas delegadas que atuaram no caso. A primeira, Caroline Machado, por cerca de 4 horas. A segunda, Cristiane Moura, começou a depor por volta das 18h.

 

O caso

Morador de Três Passos, Bernardo Uglione Boldrini desapareceu no dia 4 de abril de 2014, sendo encontrado morto 10 dias depois, em uma cova vertical nas margens de um riacho, no município vizinho, Frederico Westphalen. Laudos periciais atestaram a presença de Midazolam no estômago, rim e fígado da vítima, na época, com 11 anos de idade. A superdosagem do medicamento teria sido a causa da morte do menino.

Os réus Leandro Boldrini (pai do menino), Graciele Ugulini (madrasta), Edelvânia (amiga de Graciele) e Evandro Wirganovicz (irmão de Edelvânia) respondem por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica (este, só Leandro).

O processo que apura o crime tem cerca de 9 mil páginas, distribuídas em 44 volumes. Na fase de instrução processual, foram ouvidas 25 testemunhas arroladas pela acusação, 29 indicadas pelas defesas e os quatro réus.


Qualificadoras

As qualificadoras imputadas ao crime principal, o homicídio, são: motivo torpe, fútil, com emprego de veneno e mediante dissimulação.

Motivo torpe - Paga ou promessa de recompensa. A madrasta teria oferecido dinheiro (R$ 90 mil, tendo antecipado R$ 6 mil) à amiga para que esta a ajudasse a matar o enteado, com conhecimento do médico

Motivo torpe - A denúncia aponta que Leandro e Graciele não queriam partilhar com Bernardo os bens da herança deixada pela mãe dele, morta em 2010

Motivo fútil - Leandro e Graciele considerariam a vítima um estorvo no novo núcleo familiar

Crime cometido mediante emprego de veneno em razão da aplicação de superdosagem do medicamento Midazolam - Edelvânia e Graciele teriam adquirido o remédio utilizando receituário azul com timbre e carimbo de Leandro

Crime cometido mediante dissimulação - A vítima teria sido conduzida, mediante dissimulação, para acompanhar Graciele na viagem até Frederico Westphalen, e realizar atividade de seu agrado, sem condições de saber a real intenção

Causa de aumento de pena

No caso em análise, há imputação de aumento de pena por ser a vítima menor de 14 anos de idade na data do fato.

Crimes conexos

A denúncia imputa aos quatro acusados o delito de ocultação de cadáver, bem como o delito de falsidade ideológica em face de Leandro Boldrini.

(Fonte: TJRS. Foto: Márcio Daudt). 


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