Polícia

Polícia civil apura denúncia de maus tratos em canil em Carazinho

Jornalista Gazeta
Julho 06 / 2018

A polícia civil de Carazinho recebeu dias atrás um vídeo no qual aparecem filhotes de raças como Lhasa Apso e Yoskshire, assim como vira-latas, em várias gaiolas, num galpão de chão batido, de fundo de quintal, em meio à sujeira, sem alimentação, e num local fedendo a urina e fezes que chamou a atenção de moradores próximos, no bairro Floresta. Estima-se que pelo menos 40 cães eram confinados no lugar.

A informação postada ontem (05) por uma protetora de animais na rede social é de que a polícia tentou agir, mas os animais haviam sido transferidos do local, talvez porque o responsável ouviu de algum reclamante que o caso estava sendo encaminhado para a polícia, devido aos gritos famintos dos cães dia e noite, e ao mau cheiro.

O caso gerou grande comoção pelas condições em que os animais eram mantidos, isolados por dias no galpão sem atendimento algum, principalmente pelo fato de os dois responsáveis, um o criador, e o outro que divulga a venda nas redes sociais, ser pessoas bem relacionadas na cidade, que atuam nesse comércio há bastante tempo, de quem muitos filhotes foram adquiridos pois houve confiança na procedência dos animais.

Porém, depois da publicação na rede social ontem, surgiram relatos de pessoas preocupadas pois adquiriram animais que ficaram doentes, e de situações do furto de animais de raça em Carazinho cuja suspeita é de que possam ter sido levados com o objetivo de procriar em comércios como esse, de fundo de quintal.

A delegada de polícia civil Heládia Cazarotto informou para a Rádio Gazeta que foi instaurado procedimento para apurar o caso de maus tratos e o suspeito será chamado para prestar esclarecimentos na delegacia. O nome dele não foi divulgado porque se encontra na condição de suspeito. Todas as novas denúncias a respeito estão sendo repassadas para a polícia. 

O vídeo que está em poder da polícia e que mostra as condições do local antes da retirada dos animais pode ser conferido no facebook.com/portalgazeta670

Protetores de animais alertam que muitas vezes ao adquirir um filhote que parece saudável e bonito não se suspeita que pode ter sido gerado em condições de sujeira e maus tratos, por matrizes usadas apenas para procriação, gerando uma cria atrás da outra, enquanto viverem.

Aqui reproduzimos a postagem da protetora de animais Tami dos Santos:





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