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Família explica na Gazeta motivo de roupas terem sido encontradas em rua do bairro Floresta

Jornalista Gazeta
Junho 13 / 2018

A jovem Daiane Fernandes procurou a Rádio Gazeta nesta quarta-feira (13) para esclarecer a situação que gerou bastante repercussão em razão de roupas que foram encontradas na rua Monte Alegre, bairro Floresta, em Carazinho, no fim de semana. A entrevista foi ao ar no programa Lado a Lado Com a Notícia. 

Daiane contou que no endereço onde as roupas estavam mora sua tia, que tem problemas de saúde, mora sozinha, é acumuladora, ou seja, sofre de um transtorno psíquico que faz com que as pessoas não consigam se livrar de objetos, e compulsivamente adquire mais e mais itens. Como a tia precisou ser internada devido a um surto psicótico, só então familiares conseguiram a chave para entrar na moradia e ficaram surpresos com a quantidade de coisas guardadas, acumuladas, inclusive muitas roupas, algumas ainda com a etiqueta, e móveis ainda na embalagem plástica, empilhados, ocupando todo o espaço.

A família decidiu doar o que não seria usado pela tia, e deixar apenas o que ela precisar depois de receber alta. Daiane conta que muitas pessoas se envolveram num mutirão para a retirada de tudo e limpeza da casa. As roupas foram colocadas em sacos plásticos, mas como a quantidade era enorme, utilizaram colchas para fazer trouxas.

A própria Daiane diz que foi até o CRAS Floresta, órgão da prefeitura municipal, oferecer as roupas para doação, e ficaram de mandar recolher à tarde. ''Vieram com uma caminhonete mas disseram que iriam precisar de um caminhão, e que voltariam ainda à tarde, mas não voltaram, e como a casa havia sido dedetizada, não tinha como guardar tudo de volta, pois poderia contaminar'', conta Daiane.

Desta forma, tudo ficou na frente da casa, e no dia seguinte estava espalhado por pessoas que talvez tiveram interesse nas peças, já que as sacolas foram abertas e as trouxas desamarradas.

Daiane diz que ela mesma fez fotos e postou na rede social pedindo ajuda a quem pudesse fazer o recolhimento, e um morador da cidade de Passo Fundo manteve contato se oferecendo para vir buscar tudo em Carazinho. ''À tarde, como combinado, ele veio com um caminhão e recolheu tudo, roupas, calçados, cobertores, depois me enviou fotos mostrando tudo sendo lavado e preparado para ser doado numa atividade que seria feita numa escola''.

Ela fez questão de esclarecer o fato pois a família foi julgada como se estivesse desperdiçando roupas, por pessoas que fotografaram como estava a rua naquele dia, mas não sabiam o que realmente estava ocorrendo. 



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