Expodireto

Clima desfavorável reduz área de culturas de verão

Ana Maria Leal
Março 06 / 2018

O clima foi desfavorável para a safra de verão no Rio Grande do Sul, o que deve provocar pequena redução nas áreas plantadas do arroz, feijão e milho e leve crescimento no espaço destinado à soja. De acordo com o levantamento realizado pela Gerência de Planejamento da Emater/RS-Ascar, divulgado hoje pela manhã no Café com Leite para a Imprensa, na Casa da Família Rural na Expodireto Cotrijal 2018, o Rio Grande do Sul não foi beneficiado por condições meteorológicas favoráveis especialmente no Sul do Estado, onde se localiza a maior parte da lavoura de arroz. Mesmo assim, o presidente da instituição, Clair Kuhn, destacou que ainda é possível comemorar, pois a agricultura continua sendo a locomotiva da economia gaúcha.

Segundo o levantamento, a área com arroz, prevista inicialmente em 1.100.828 hectares, deverá ficar em 1.091.845, com recuo de 0,80%. Com isso, a produção ficaria em 8.461.967 toneladas, contra os 8.461.967 toneladas previstos inicialmente. O rendimento médio não deve ser alterado, registrando 7.750 quilos por hectare. A área do milho recua de 731.216 para 721.629 (-1,31). Apesar disso, a produção registra crescimento de 0,11% com 4.600.086 toneladas. Tudo porque a produtividade do grão tem leve crescimento (1,45%). O rendimento é de 6.375 quilos por hectare.


Rendimento compensa a redução de área

Por isso, o secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Tarcísio Minetto, destacou que não é possível analisar uma safra isoladamente. ''O produtor pode plantar em área menor, mas caprichar e aumentar o rendimento'', disse. O presidente da Cotrijal. Nei César Mânica, destacou a importância de a Emater realizar este levantamento e divulgá-lo no Expodireto, onde circulam milhares de produtores. ''A Emater é essencial no desenvolvimento da propriedade'', frisou. Também o vice-presidente da cooperativa, Enio Schroeder, compareceu no evento.

Um pequeno crescimento foi verificado na área da soja. Na intenção de plantio, divulgada no ano passado, a área com a oleaginosa estava prevista em 5.702.780 hectares. Na estimativa de plantio divulgada, o espaço foi para 5.710.091 (crescimento de 0,13%). A produção evoluiu mais (2,19%), passando para 17.120.949 toneladas. A produtividade colabora com esta diferença, pois apresenta uma alta de 2,04%. O novo número é de 2.998 quilos por hectare.

A maior queda entre as culturas de verão é a do feijão (-3,21%). Na projeção inicial, a Emater estimava 43.702 hectares e agora apresentou 42.303 hectares. Também o rendimento salvará a cultura. O órgão estima uma produtividade de 1.625 quilos por hectares, com evolução de 20,16% na comparação com a projeção inicial (1.344 quilos por hectare). A produção pula de 58.757 toneladas para 68.336 toneladas (crescimento de 16,30%).


Recuo na produção em relação ao ano passado

A Emater também projeta uma redução de 9,16% na safra gaúcha atual na comparação com a do ano passado. Recuaria de 33.302.533 toneladas para 30.251.338 toneladas. Mesmo assim, Kuhn diz que seria a segunda maior safra da história. A do ano passado foi recorde.


Fonte: Ascom Expodireto Cotrijal.


Publicado por: Ana Maria Leal E-mail: anamaria@gazeta670.com.br
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