Polícia

Durante fiscalização de rotina na região de Gravataí polícia constata furto de energia em ''templo satânico''

Ana Maria Leal
Janeiro 12 / 2018

A Polícia Civil, através da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio das Concessionárias e os Serviços Delegados (DRCP), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), constatou, nesta sexta-feira (12), furto qualificado de energia elétrica no ''templo satânico'', no Distrito de Morungava, em Gravataí, onde foram mortas duas crianças. Uma mulher, de 28 anos, proprietária do local, foi presa em flagrante por furto qualificado de energia elétrica. As informações são da Polícia Civil RS.

Segundo a delegada Marina Ver Goltz, os policiais civis diligenciaram acompanhados de técnicos da concessionária de serviço público (RGE), em fiscalizações de estabelecimentos na região, quando constataram a ligação clandestina de energia elétrica, diretamente na rede da RGE, no chamado ''templo satânico''. A energia elétrica foi cortada, porém ninguém foi preso porque não havia ninguém no local no momento da fiscalização. As investigações para responsabilização dos proprietários do local prosseguirão.

O furto de energia por estabelecimentos comerciais e em eventos estão no foco de combate da Delegacia, com a Operação Blecaute. Além de gerar grandes perdas na rede de energia, com prejuízos arcados por toda a população, e consequente diminuição de arrecadação de impostos, a conduta gera perigo e instabilidade na rede energética, e promove concorrência desleal. Aquele mantém comércio regularmente não consegue competir de forma igualitária com aquele que se vê livre do custo de energia intrínseco à atividade econômica , esclarece a delegada.

RELEMBRE O CASO
Duas crianças que teriam sido trazidas da Argentina foram mortas e esquartejadas em Novo Hamburgo (RS) durante um suposto ritual satânico para atrair prosperidade. Já houve prisões de suspeitos e outros estão foragidos.  Partes dos corpos das duas vítimas, que seriam irmãs, foram encontrados em um terreno baldio, dentro de caixas e sacos azuis, mas as cabeças não foram localizadas .

O crime teria sido praticado por um empresário para obter lucros nos negócios e pagou pelo ritual R$ 25 mil. Ele foi identificado como Jair da Silva, 47 anos, e atuava como corretor de imóveis. Inclusive, compartilhou em suas redes sociais uma reportagem informando a localização de dois corpos esquartejados, perto de sua propriedade em Lomba Grande, localidade de Novo Hamburgo.

As investigações revelaram que os participantes do ritual teriam comidos partes dos corpos das crianças, bebido seu sangue, e que ambas foram decapitadas enquanto estavam vivas.

Além disso, reportagem do Diário Gaúcho informa que Jair tentou ingressar na vida política concorrendo a vereador, pelo PT em 2004, e pelo PMDB em 2012.



Publicado por: Ana Maria Leal E-mail: anamaria@gazeta670.com.br
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