Política

Reunião entre governo e direção do Cpers/Sindicato termina sem encerrar a greve

Ana Maria Leal
Outubro 10 / 2017

O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Branco, reforçou o compromisso do governo do Estado em priorizar o pagamento de todos os servidores até o dia 15 do mês seguinte, considerando os dias úteis. O anúncio foi feito durante reunião com a direção do Cpers/Sindicato, na manhã desta terça-feira (10), na Secretaria de Educação (Seduc). Junto com a secretária adjunta da Educação, Iara Wortmann, o secretário pediu que os professores considerem esse esforço do governo, que atravessa uma das piores crises econômicas, e retornem às aulas. A direção do Cpers/Sindicato, no entanto, manteve a decisão de seguir com a paralisação, que já dura 35 dias, o que vai levar à recuperação de aulas até os primeiros meses de 2018.

''O governo é sensível a essa situação. Temos feito um esforço muito grande para encontrar uma solução, para atenuar essa realidade. Sempre apresentamos um quadro real, sem mascarar números nem esconder a situação que traz consequências para todo o conjunto dos servidores'', reiterou o secretário. A direção do Cpers/Sindicato, que decretou a greve inicialmente reivindicando a integralização dos salários, no entanto, apresentou novas pautas, muitas delas fora do contexto da educação, como a que trata do limite do número de cedência de servidores para os sindicatos. Na avaliação da Seduc, a postura do sindicato tem sido de uma atuação política, fugindo do contexto da educação.

''Recebemos uma documentação da direção do Cpers/Sindicato sobre a composição das contas do governo, que vamos responder, mas a definição pelo fim da greve não passa por isso'', ponderou Branco. ''As propostas já foram apresentadas pelo governo e elas são de avanço, atendendo inclusive a uma sugestão do Cpers, na reunião do dia 14 de setembro, para o pagamento prioritário dos salários menores, o que foi atendido'', afirmou o secretário.

Em suas manifestações, os secretários chamaram a atenção para a gravidade do momento pelo qual passa o Estado e que o pagamento parcelado dos salários não é uma vontade pessoal do governador José Ivo Sartori. ''Estamos apresentando soluções para a população, como o Plano de Recuperação Fiscal. Entendemos as razões dos professores, mas é um quadro que tem sido enfrentado de maneira corajosa e determinada pelo governador, que tem se empenhado na tomada de atitudes e decisões para restabelecer o equilíbrio fiscal e financeiro'', observou Branco. ?Queremos um Estado em condições de fazer investimentos e isso não se consegue sem mudanças importantes. Não temos alternativa que não seja a verdade?, completou, alertando que o déficit neste ano pode chegar a R$ 4 bilhões.

''Estamos preocupados com a situação dos alunos, especialmente aqueles do nono ano do Ensino Fundamental e aqueles que se preparam para o vestibular e para as provas do Enem. Por isso, o apelo do governo para que as aulas sejam retomadas imediatamente'', reiterou a secretária adjunta. ''A postura do governo, que está administrando para toda a sociedade, precisa ser considerada, porque ela é verdadeira e transparente'', concluiu.

Fonte: Ascom Palácio Piratini. Foto: Sofia Wolff/Especial Palácio Piratini.




Publicado por: Ana Maria Leal E-mail: anamaria@gazeta670.com.br
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