Geral

Presidente da FCDL fala em Carazinho sobre metas da entidade

Ana Maria Leal
Setembro 27 / 2017

O presidente da FCDL-RS (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul), Vitor Augusto Koch, cumpriu agenda em Carazinho nesta quarta-feira (27) e participou de reunião-almoço com a direção da CDL de Carazinho, presidida por Evandro Zanolla, realizada no Sacras Restaurante.

Ao conversar com a reportagem da Rádio Gazeta Vitor falou sobre o motivo da visita e elogiou a CDL de Carazinho. ''Esta é uma CDL muito atuante e parceira da Federação, temos vários trabalhos realizados em conjunto''. Na oportunidade ele apresentou para a diretoria a conclusão de um trabalho feito no dia 10 de agosto na cidade de Novo Hamburgo com todos os presidentes de CDLs e diretores distritais, que se reuniram para fazer um planejamento para os próximos três anos. ''Vim a Carazinho para a entrega desse trabalho, a compilação de todas aquelas ideias, uma delas a criação da cooperativa de crédito do varejo, que está emergente, uma vez que já existem várias cooperativas mas não existe uma do varejo, do comércio, temos dificuldade na captação de recursos em razão dos altos juros, quando um lojista capta recurso financeiro não tem carência para devolver isso, toma o dinheiro para reforma do estabelecimento, por exemplo, e 30 dias depois tem que devolver, o que gera problema do fluxo de caixa''.

O presidente da FCDL também falou sobre a dificuldade de muitos lojistas em manter seus empreendimentos. ''A gente vem sofrendo, o Brasil, com mais de três anos de recessão, agora a economia está tendo uma retomada, muito lenta, mas é o preço pago pela má gestão publica, o governo entendia que aumentando os juros poderia conter a inflação, e foi ao contrário, quando aumenta juros isso torna o produto mais caro e corrói o orçamento das pessoas. Outro fator importante é que com juros muito alto o risco é maior, o nível de exigência de garantias se torna muito maior, e muitos negócios não saem porque as pessoas não tem garantia, precisam do produto, há necessidade de consumo, mas a forma de parcelamento exige uma garantia maior e não existe o negócio, a consequência disso são lojas com portas fechadas, lojas tradicionais, consequência de uma politica econômica errada do governo, que apresentou esse resultado catastrófico que nós vimos''.




Publicado por: Ana Maria Leal E-mail: anamaria@gazeta670.com.br
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