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Seguro Agrícola na Cotrijal: R$ 70 milhões segurados nas lavouras em 2016

Ana Maria Leal
Março 03 / 2017

A agricultura é uma atividade de alto risco financeiro. Pensando na segurança do seu associado e buscando garantir renda ao final da colheita, a Cotrijal está focada em orientar o produtor a se proteger desses riscos, através do seguro agrícola. ''O propósito é reduzir o grau de risco na agricultura, causado pelas incertezas e adversidades climáticas. Com o Seguros Cotrijal, caso ocorra algum registro de sinistro o produtor pode recuperar o capital investido em sua lavoura'', ressalta o superintendente Administrativo-Financeiro da Cotrijal, Marcelo Ivan Schwalbert.

Em 2016, tanto nas culturas de verão quanto de inverno, dentro da área de atuação da cooperativa o produtor investiu em seguro agrícola pela Cotrijal o total de R$ 5.331.759,29 '' resultando em uma área segurada de aproximadamente 32 mil hectares, gerando uma garantia de R$ 70 milhões aos produtores. Neste mesmo período, se obteve uma subvenção federal de R$ 2.399.287,63 '' gerando uma economia de 45% do valor do seguro.

Na cooperativa, o Seguros Cotrijal, é disponibilizado de duas formas: cobertura contra granizo e cobertura multirrisco '' sendo que ambas podem ser aplicadas tanto na cultura de inverno, quando na cultura de verão. ?A cobertura granizo assegura as culturas de soja, milho, trigo, canola e cevada, tendo como objetivo preservar uma receita mínima para o produtor. Já a multirrisco cobre as culturas de soja, milho, trigo e cevada, buscando preservar uma produção mínima'', acrescenta Schwalbert.

Na área de atuação da cooperativa, são duas as corretoras parceiras para atender o produtor: a Pasetti Investimentos e Seguros, representando a Companhia Sancor Seguros do Brasil S/A, e a Tovese Corretora de Seguros, representando a Essor Seguros S/A, ambas com atendimento personalizado.

Outro diferencial alcançado pela Cotrijal é um seguro baseado na sua média histórica de produtividade. Schwalbert explica que um seguro baseado na média histórica do produtor e não na média do IBGE, possibilita obter uma garantia maior, com o custo praticamente igual. ''A média histórica do IBGE é muito baixa se comparada com as médias obtidas dentro da área de atuação da Cotrijal. Nos últimos anos, a cooperativa atingiu uma média histórica de 66 sacos/hectare em toda sua área de atuação. Já os números do IBGE chegam a 49 ou 50 sacos/hectare, na mesma região'', aponta.

 

Produtores satisfeitos

Para o produtor Mauro Roberto Musskopf, de linha Caneleira, em Ibirapuitã, o seguro agrícola foi um investimento que valeu a pena. No dia 13 de dezembro de 2016, a propriedade de Mauro foi fortemente atingida pelo granizo, registrando perdas severas na lavoura de soja recém-plantada. ''Passado o susto, lembrei que a minha lavoura estava segurada. Isso foi um grande alento'', assegurou.

Dos 75 hectares plantados, 50 foram afetados pelas pedras de gelo. ''Plantamos a cultura entre os dias 10 e 18 de novembro. A soja estava com no máximo 50 centímetros no dia do sinistro e o dano foi total. Sobrou só os tocos na lavoura. Em alguns pontos, o perito precisou mexer o solo para encontrar a raiz, tamanha a destruição'', relatou Musskopf.

Como não houve rebrote ''pois o gelo apodreceu as raízes das plantas'' o seguro foi acionado imediatamente após o sinistro. ''A seguradora deu prioridade emergencial ao caso. Em três dias, o perito estava fazendo o levantamento. A sorte é que ainda deu tempo de fazer o replantio e conseguimos com que o custo fosse coberto'', disse, satisfeito, o produtor.

 

Economia de 45% para o produtor e a mesma garantia

Em 2016, foram geradas 780 apólices de seguro, beneficiando 609 produtores na área de atuação da Cotrijal. Neste mesmo período, a subvenção federal obtida foi de R$ 2.399.287,63 ? gerando uma economia de 45% do valor do seguro ao produtor. ''O produtor deixar de pagar 45% do valor para ter a mesma garantia. A Cotrijal foi pioneira no Estado, conseguiu colocar listas de subvenção coletiva com a grande maioria dos produtores sendo beneficiados'', observa o superintendente.

Com isso, a média do custo por hectare segurado ficou entre R$ 130 a R$ 250.

 

Procura triplicou em um ano

Em 2015, somados todos os contratos firmados ao longo do ano foram segurados ao todo 11 mil hectares. Já em 2016, esse número subiu para 32 mil hectares segurados. E em 2017, a expectativa é aumentar a área atendida pelos Seguros na Cotrijal, ultrapassando os 50 mil hectares.

Para concluir, Schwalbert dá um recado aos produtores: ''O seguro agrícola não é apenas um custo, mas sim um investimento, que precisa estar incluso no custo de produção da lavoura, dando segurança ao produtor, que aposta todas as suas ?fichas? na lavoura e merece colher bons resultados''.

 

Foto Cotrijal: Produtor Mauro Roberto Musskopf, de Ibirapuitã, exibe soja replantada em dezembro. Na foto, com o agrônomo Eugênio Felipe Ernani, com a planta não atingida pelo granizo.





Publicado por: Ana Maria Leal E-mail: anamaria@gazeta670.com.br
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