Coluna Circulando e a política atual.

Sem surpresas.

Ana Maria Leal
Novembro 29/ 2021

Além dos votos da base aliada, o governo municipal contou com os votos de Adriano Strack, Alécio Sella e Fábio Zanetti para aprovar na noite desta segunda-feira (29) o aguardado PL nº 076/2021, de autoria do Executivo Municipal, chamado de Projeto de Liberdade Econômica.

Se da parte dos vereadores pode-se dizer que a maioria estava segura do voto que iria dar, como alguns me afirmaram ao longo do dia, quanto ao público que acompanhou a votação havia por parte de alguns dúvida sobre o resultado da votação.

Não no caso do empresariado e segmentos lá representados, que ocupou a maior parte das cadeiras.

A dúvida estava do lado de fora, de trabalhadores do setor.

Daniel Weber, ao defender mais de uma vez seu voto favorável, o fez ao som de gritos que partiram da parte externa: ''traíra'', ''falso crente'', ''vai pra casa'', ''responde onde as crianças vão ficar'', ''quem vai cuidar delas (crianças) no feriado?''.

Ele rebateu: ''Quem me chama de traíra está sendo iludido e enganado''.

Assim como ele a presidente da casa, Janete Ross de Oliveira, manteve a posição favorável ao projeto. Dizendo que não se importava com as vaias que estava recebendo, se precisasse votar, no caso de empate, votaria pela aprovação.

Mas quem não conseguiu entrar no plenário queria, mesmo lá de fora, ouvir a posição dos vereadores. A curiosidade maior era sobre Alcindo Águia. Várias pessoas gritavam perguntando como seria seu voto.

Alcindo fez que não ouviu. Não se manifestou em momento algum.

Não foi o único, a maioria preferiu apenas votar.

Em determinado momento foi colocado em votação que um representante de cada classe envolvida no tema tivesse espaço na tribuna para sua manifestação, caso quisessem falar.

O presidente da CDL, Zani da Costa dos Santos, não quis.

Ivomar de Andrade, o Tomate, presidente do sindicato dos comerciários, que estava no plenário, quis.

Disse que há setores com os quais não consegue negociar, que ninguém quis discutir esse projeto com o sindicato. Que há pressão para que o trabalhador se desfilie do sindicato.  Que conversou com setores que não concordam com o projeto e que vai haver quebradeira. Lembrou, ainda, aprovação tempos atrás na câmara para o livre comércio nas BRs de Carazinho com a justificativa de que era para trazer a Havan, e perguntou: ''onde está a Havan, onde está o rumo, onde estão os empregos?''.

Agora, que está sem mandato, foi aplaudido pela classe que representa. Vamos lembrar que não teve votos suficientes para permanecer vereador, como tentou nas eleições do ano passado.

Nem partido, tem, atualmente.

''É difícil: A categoria não vota em quem sai do seu próprio segmento para concorrer'', me dizia uma pessoa ao final da sessão, quando comentávamos sobre essa ironia do destino. 









Compartilhe esta coluna em suas redes sociais