Coluna Circulando e a política atual.

Assembleia decisiva.

Ana Maria Leal
Setembro 13/ 2021

O Sindicato de Carazinho estará reunido com seus associados em assembleia na manhã desta terça-feira (14) para tratar da possibilidade de parte de seus 20 hectares do Parque Vali Albrecht voltarem a pertencer ao município de Carazinho.

O presidente da entidade, Leomar Tombini, falou a respeito durante o Lado a Lado desta segunda-feira (13), lembrando que essa tratativa vem sendo feita há dois anos com a prefeitura. ''Essa é uma conversa antiga, o sindicato está conversando com o prefeito Milton. Na escritura, e está escriturado que o parque pertence ao sindicato, e será cedido ao município quando for solicitado para algum evento. Mas como a gente é a favor do desenvolvimento da cidade, não quer trancar o desenvolvimento, até fizemos um mapinha, onde, dos 20 hectares, o sindicato fica com 2.6 o que corresponde a 13%, no pedaço que hoje está mais ligado ao cavalo crioulo, dois pavilhões e mangueira fechada, e devolvemos o restante para o município. Para ter uma cidade melhor nós estamos juntos''.

Essa devolução vem sendo cogitada a pedido de setores que gostariam de usufruir do espaço para algumas atividades tais como a prática esportiva.

Tombini diz que sua vontade é de que esse acerto ocorra, mas que é preciso a autorização de todos os associados, e por isso a assembleia está marcada há 20 dias.

Quanto a prefeitura indenizar o parque pelos investimentos feitos ao longo dos anos, o presidente lembra que antes mesmo do parque pertencer ao sindicato agricultores fizeram doações para várias melhorias, e que muitos não gostariam que essa área fosse novamente do município.

A indenização, inclusive, consta na escritura. ''Algumas pessoas não tem conhecimento mas fizemos asfalto, ruas. Numa feira, há 5 anos, se gastou R$ 130 mil numa rua, fora o asfalto, as construções foram feitas num momento em que área era da prefeitura, mas quem se empenhou foram os agricultores''.

Por outro lado, ele lamenta que a entidade não tenha o devido reconhecimento.

''Tudo é uma questão de consideração. Mas entidades, empresas que vieram se instalar em nosso distrito ganharam 2, 3, até 4 hectares, foram embora, e até venderam as áreas. O Sindicato Rural, com uma história de 87 anos, não tem uma área doada oficialmente pela prefeitura, na verdade, temos uma, que é uma parceria sindicato e prefeitura. Acho injusto, mas não quero trancar essa pauta da devolução para a prefeitura. Claro que queremos ficar com um pedacinho pequeno, representa 13% da área, é um vínculo que temos ainda com o setor agrícola, cavalo crioulo''.

Tombini também ficou aborrecido ao ter ouvido que o município poderia desapropriar o local.

Pensa que a entidade merece mais respeito, e para reforçar o envolvimento do setor com a cidade, citou o livro ''Terra abençoada'', de Lio Guerra Bocorny, que relata feitos históricos como a exposição de 1934 em Carazinho que repercutiu no RS e outros estados, realizada na avenida Flores da Cunha, e, mais tarde, em 1954, a 4ª Exposição Nacional do Trigo.

''É importante fazer essa colocação porque às vezes comentam de uma entidade de 87 anos sem ter conhecimento''. 






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