Coluna Circulando e a política atual.

A expectativa da defesa.

Ana Maria Leal
Julho 28/ 2021

Tiago Neuwald, advogado do Sindicato dos Servidores Municipais em Carazinho que atua na defesa dos servidores públicos citados tanto na sindicância interna da prefeitura de Carazinho quanto na CPI da câmara de vereadores, referente às suspeitas de irregularidades em construções no pátio da secretaria de Obras, participou do Lado a Lado Com a Notícia desta quarta-feira (28).

Afirmou que nenhum desses servidores tinham a compreensão de que era necessário um procedimento legal para estarem naquela área, que não houve em nenhum momento intensão de estar em terreno público de forma escusa, escondida, num dos imóveis antigamente residia um antigo servidor, pelo senso comum, foi entendido que ao sair um porque outro não poderia estar no local?

Além disso, acrescentou que essa é uma situação de muita clareza e conhecimento geral dentro da secretaria de Obras, prefeitura, e pelos vários personagens envolvidos.

Conforme o advogado, não tinham condição, pelo grau de conhecimento, de entender sobre essa permissão.

Sobre a CPI, disse que contém depoimentos com os quais não concorda.

''Não há cometimento de nenhum ato ilícito de parte deles (servidores municipais), a CPI poderia ter se aprofundado mais, ouvindo pessoas que estão no dia a dia da secretaria de Obras, acabaram sendo ouvidas apenas pessoas mais ligadas, que por questão óbvia vão acabar negando seu envolvimento relativamente aos fatos. Mas, esse trabalho indo para as autoridades (Ministério Público e Polícia Civil) se entende que será apurado de forma mais incisiva, mais aprofundada, e conseguir demonstrar o que já foi mostrado dentro da sindicância. Acabou sendo deficiente o levantamento probatório das testemunhas, poderia ser muito mais, principalmente isso''.

Quanto aos três servidores que estão naquela porção de terreno público respondendo ação civil pertinente, Tiago explicou que são duas situações.

Há duas residências onde já vivem famílias, e uma em vias de finalização, que seria terminada para receber os moradores.

''Nas duas que já servem de habitação, os processos estão correndo, num deles não atuo. Há um outro servidor que ainda não foi citado, na análise que tive acesso ao processo, o pessoal que reside, até o tramite processual, pode permanecer nas residências, do outro que não terminou a construção da casa, foi recebida ordem liminar de demolição do que foi construído, infelizmente é uma situação complicada, pessoas de recursos parcos, que depositaram ali a economia de uma vida, com previsão de despesas para a frente muito grande, conforme seus vencimentos''.

O advogado concluiu dizendo que deposita muita confiança dentro do procedimento administrativo para demonstrar uma conduta lisa dos servidores públicos, bem como confiança com o desenrolar dos fatos junto a delegacia de polícia e ministério público.

''Acredito que vão receber em mãos material mais completo, farto, para se aprofundar efetivamente as responsabilidades dessa situação''. 




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