Coluna Circulando e a política atual.

Quem ???

Ana Maria Leal
Janeiro 08/ 2021

Chamou a minha atenção nesta semana um fato que presenciei quando estava na câmara de vereadores, aguardando para ser atendida, numa agenda marcada.

Uma pessoa chegou na recepção, e, ao ser questionada pelo servidor: ''o que era para a senhora?'', respondeu ''eu quero falar com o vereador fulano''.

O servidor respondeu: ''Ele não é mais vereador, não se elegeu, e não está mais aqui nesse mandato''.

Ela: ''Não? Ah, eu não sabia''.

Depois de mais uns minutos de conversa, ela foi embora.

Compartilhei com o servidor a minha surpresa com o que ouvi, e fiquei ainda mais surpresa com a resposta: ''Não foi a primeira vez! Ontem vieram aqui perguntando pelo beltrano''.

Usei 'fulano' e 'beltrano' apenas para não expor os nomes citados.

A que conclusão podemos chegar com esse tipo de situação que, segundo esse servidor, acontecem não raras ocasiões na câmara?

Será que, com o ano recém começando, algumas pessoas não tiveram tempo de se inteirar sobre quem são nossos representantes políticos?

Será que não votaram em 15 de novembro?

Será que se importam em saber quem são os nossos vereadores?

Mas, pelo jeito, esse tipo de desconhecimento é algo que é mais comum do que eu imagino.

Ao conversar com o presidente da câmara logo depois - era a agenda que eu aguardava - ocasião na qual comentei o ocorrido, me contou que, na campanha eleitoral do ano passado, teve eleitor com quem conversava que perguntou quem era o prefeito.

Se alguém não sabe quem são nossos vereadores, e muito menos o prefeito da cidade onde vive, pode ser que algo esteja errado nesse contexto.

O desconhecimento sobre muito do que nos cerca pode ser natural em algumas circunstâncias, mas é prejudicial quando diz respeito a quem toma as decisões que vão impactar diretamente nossas vidas, ao lugar onde estamos estabelecidos.

No mínimo, é preocupante.

Espero que esse tenha sido um fato desse início de ano, e daqui para a frente nossos políticos possam impactar positivamente a vida das pessoas a ponto, pelo menos, de se interessarem em saber quem é quem e o que fazem, ou deixam de fazer, pela nossa cidade. 





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