Coluna Circulando e a política atual.

Começou bem.

Ana Maria Leal
Janeiro 05/ 2021

O Progressistas de Carazinho começou o ano dividido na câmara de vereadores.

Os únicos dois vereadores eleitos estão em lados diferentes, e isso ficou evidente nos primeiros pronunciamentos da sessão desta segunda (04).

Aliás, desde a formação das chapas para a presidência da câmara.

Daniel Weber de um lado, e Alécio Sella de outro.

Ambos falaram a respeito ao usar a tribuna.

De um lado, Daniel disse que a escolha mesa diretora nada mais é do que um processo democrático, que um pode se eleger presidente, outro não, - sem mencionar que trata-se de um acordo amarrado para pré-definir quem estará na presidência e, consequentemente, no poder, à frente da tomada de decisões pelos próximos quatro anos.

De outro, o novato Alécio afirmando que foi candidato por não concordar com esses arranjos, que Daniel foi convidado a estar com ele do mesmo lado, e fez a opção de estar do lado dos representantes do governo municipal.

Não que esteja errado, afinal, fica, naturalmente, mais fácil, dessa forma, dar andamento às suas demandas.

Alécio não cobrou posicionamento do colega, pois disse que qualquer explicação dele deve ser dada ao partido. ''Essa é uma questão partidária''.

Também afirmou que não entrou na política porque ''precisa'' dela, e que ''se fosse para ser igual a alguns, ia ficar em casa''.

Mas a sessão teve também um fato curioso, provando porque o poder da mesa diretora é tão ambicionado.

Poder de nomear quem quiser para cargos na câmara, como de assessor parlamentar, que é a pessoa escolhida pelo vereador para estar no seu gabinete.

Cada vereador escolhe seu assessor, mas quem decide se ele assume ou não, é a presidência.

Porém, um único vereador ainda não teve seu assessor nomeado.

Valdoir Lima, do PSDB, compartilhou ao usar a tribuna, mas sem muitos detalhes, o fato que o diferencia dos demais.

A seguir o presidente Tenente Costa, continuando o mistério a respeito, disse que a situação da nomeação teria uma resposta até esta quinta-feira, dia 07.

Porém, nos bastidores da câmara todos já sabem que tal pessoa indicada por Valdoir não será nomeada.

Nem agora, nem nos anos seguintes, dos próximos presidentes.

O motivo: essa pessoa foi quem teria encaminhado judicialmente denúncia sobre possível irregularidade cometida pelo vereador Daniel na campanha eleitoral do ano passado.

O vereador não quer trabalhando sob o mesmo teto alguém que lançou tal suspeita sobre ele.

E, como a mesa diretora é unida, caso contrário não teriam pré-definido seu comando por quatro anos, ninguém vai ir contra, no caso, a vontade de Daniel.

Agora, voltando ao que falei lá no início, sobre essa divisão no Progressistas, dizem que, para deixar enfraquecido o segmento que apoia Alécio, alguns nomes estão sendo atraídos para o governo emedebista.

Um deles, o ex-secretário de Agricultura da gestão Milton e Fernando, Aldrin Kayser, que concorreu a vereador.

Já estaria, inclusive, pronta sua nomeação como diretor de Meio-Ambiente.





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