Português e Literatura

NATAL e a magia do Papai-Noel

Maria Solange
Dezembro 21/ 2020

Sempre quando chega a época de Natal, sinto uma saudade imensa da minha infância. Para mim, o Natal era um acontecimento grandioso. Eu esperava o Papai-Noel com uma ansiedade imensurável. Era a época em que eu e minhas irmãs (naquele tempo, meu irmão ainda não tinha nascido) nos comportávamos como nunca, “andávamos na linha”. Isso porque nossa mãe dizia que o Papai-Noel enxergava tudo o que fazíamos. Logo, se fizéssemos algo errado, ele estaria vendo e, assim, nós não ganharíamos os presentes.

E por falar em presentear, havia uma coisa que eu não entendia: porque nós ganhávamos poucos presentes e presentes simples, e as outras crianças ganhavam muitos presentes, todos lindos e caríssimos, inclusive bonecas que dormiam, choravam, que tinham cabelos maravilhosos para pentear. E isso eu não compreendia muito bem, embora minha mãe dissesse que era o Papai-Noel quem dava os presentes e se nós não ganhávamos, era porque, decerto, nós não nos comportávamos como deveríamos.

Mesmo sem compreender, eu adorava os presentes que ganhava. A noite que antecedia o Natal era a mais esperada. Dormia muito cedo e, no dia seguinte, dia de Natal, levantava mais cedo ainda e corria para a sala onde estava a cesta com os doces e o presente. Que alegria! Que felicidade!. Acordava todo mundo para mostrar o que ganhara. Passava o dia inteiro “adorando” aquela cesta.

Hoje, eu percebo que as crianças não se envolvem emocionalmente como eu me envolvia com a chegada do Natal. Para elas, é uma data como outra qualquer. Elas falam com o Papai-Noel, recebem o presente e pronto. Passou. Talvez seja porque, antigamente, a figura do Papai-Noel era quase como um deus, um ser inatingível, porém, capaz de realizar o sonho de uma criança e torná-la muito feliz. Naquele tempo, a gente não via o Papai-Noel como hoje as crianças veem a todo momento. Nós imaginávamos aquele velhinho de barbas brancas com um saco de presentes, entrando pela chaminé de nossas casas e deixando os presentes nas cestas preparadas com o maior cuidado. 

Mas, ainda hoje eu me pergunto: será que as nossas crianças sabem realmente o verdadeiro sentido do Natal e o que representa o Papai-Noel em suas vidas? Não sei. Entretanto, para mim, o Natal significa festa em família e o Papai-Noel, aquele velhinho bom que só existe na imaginação de quem acredita sem precisar “ver com os olhos”, mas apenas sentir com o coração. E é isso que até hoje eu sinto quando chega a época de Natal.




(Foto: Divulgação)


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