Coluna Circulando e a política atual.

Abstenção e pesquisas.

Ana Maria Leal
Outubro 02/ 2020

O consultor político e diretor Associação Brasileira de Consultores Políticos (Abcop), Paulo Di Vicenzi, falou sobre as eleições 2020 durante o Lado a Lado desta sexta-feira (02).

Entre algumas de suas colocações, uma é a de que o novo coronavírus deverá representar uma abstenção maior do que a das últimas eleições municipais, de 2016.

''Por muitos motivos, e principalmente em função da pandemia, pessoas de grupos de risco , muitas que costumavam ir votar,  talvez não compareçam desta vez, e como há por parte do TSE um relaxamento de penalização a quem não comparecer, podendo justificar a ausência pelo celular, para que pessoas não precisem ir ao local de votação, isso tudo leva a uma perspectiva de abstenção maior, em que a quantidade de votos válidos para ser usados para definir os vencedores e as cadeiras da câmara deverá ser menor do que na última eleição municipal''.

Também falou sobre as pesquisas.

''São dois os momentos em que os candidatos e partidos tem que se preocupar quando se trata de pesquisas: antes das convenções, das definições, não uma pesquisa de intensão de voto, mas a potencialidade eleitoral dos nomes, e depois da convenção, uma sequência de pesquisas, para quem (partido) quiser acompanhar a evolução do comportamento do eleitor, e quando começa a divulgação em rádio e TV para saber o que deverá ser dito''.

Di Vicenzi alertou que não há mágica nessa hora.

''Você tem aquelas pesquisas que são feitas por mágicos, não sei da onde que tiram os resultados, são os barateiros que andam por todas as cidades, fazendo a abordagem dos incautos, e oferecendo pesquisas por alguma coisa que custa entre R$2, R$ 3 mil, às vezes até menos. O alerta que eu como profissional tenho que dar é, fique atento. Não existe mágica de como fazer pesquisa séria, confiável, com esse valor. Para você ter uma ideia, uma pesquisa de campo, que coloque equipe na rua para ouvir 500 pessoas nas suas residências, não custa menos de R$ 15 mil, para cima. Como tem a questão da pandemia, a preocupação de evitar o contato, desenvolvemos uma ferramenta de pesquisas massivas por telefone, se consegue uma cobertura de todo o município ouvindo as mesmas 500 pessoas por um valor que fica abaixo de R$ 10 mil, e oferecer a mesma confiabilidade. Um levantamento dessa forma, pelo uso do telefone, contatando as pessoas, que não precisam se identificar, as respostas são dadas no teclado, se faz em 30, 40 minutos, com um custo abaixo de R$ 10 mil. Mas,  cuidado com milagreiros, tenha cautela, ou está disposto a se enganar com resultados. Pesquisa é um  trabalho técnico que exige conhecimento e dá muito trabalho, e estou falando de um valor que se pratica no mercado''. 

A entrevista na íntegra, nos vídeos do facebook.com/portalgazetacarazinho, pode ser conferida aqui: 





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