Futebol Feminino

De Marta a Victoria Albuquerque: a esperança do futebol feminino no país

Kaliandra Alves Dias
Setembro 09/ 2020

“Não vai ter uma Formiga para sempre, uma Marta, uma Cristiane. Pensem nisso, valorizem mais. Chorem no começo para sorrir no fim”. A frase dita por Marta, capitã da Seleção Brasileira, após a eliminação diante da França na Copa do Mundo de 2019, trouxe uma mensagem significativa às novas jogadoras que buscam realizar o sonho de chegar à seleção. 

Marta, Formiga e Cristiane trilharam uma carreira vitoriosa na modalidade. E poucas pessoas têm conhecimento dos recordes que as três veteranas possuem. Eleita seis vezes a melhor jogadora do mundo, a alagoana Marta se tornou a maior artilheira da história das Copas (incluindo a masculina). São 17 gols marcados – superando o alemão Miroslav Klose, que em 2014 descambou o brasileiro Ronaldo, e marcou o seu 16º gol. 

Já Formiga, além de ser recordista em participações das Copas do Mundo (onde disputou a sua sétima edição em 2019), a baiana também se tornou a atleta mais velha a entrar em campo. Aos 42 anos, Formiga disputou o primeiro Mundial em 1995 e ainda gera suspense se estará ou não na edição de 2023. 

Cristiane também escreveu o seu nome na história das Copas do Mundo no ano passado. A atacante superou o recorde de Cristiano Ronaldo e marcou três gols na estreia da Seleção diante da Jamaica. Mas além de brilhar nos Mundiais, a brasileira é a maior artilheira do Brasil nas Olímpiadas no futebol feminino, marcando 12 gols. Mas calma aí, quer mais? A dona da camisa 11 tem o seu nome gravado no livro dos recordes das Olímpiadas - já que nas edições de Atenas (2004) e Pequim (2008), Cris encerrou a sua participação sendo artilheira nas duas campanhas.

Mas como destacou Marta, o legado terá um fim. E cabe a nova geração dar continuidade a história que vem sendo escrita no país. Uma das jogadoras que vêm se destacando é Victoria Albuquerque. Com passagens pela seleção de base, a meia-atacante foi convocada à Seleção principal no ano passado, quando disputou o Torneio Uber Internacional de Futebol Feminino. 

Eleita a revelação e a melhor meio-campista do Brasileirão Feminino em 2019, Vic fez uma excepcional temporada. Defendendo o Corinthians, no Campeonato Paulista, a brasiliense foi artilheira com 11 gols e também ganhou o troféu de melhor atacante e craque da competição. No campeonato nacional, além de ter conquistado o vice-campeonato, também garantiu o título da Libertadores com o Corinthians. Na última semana, a jogadora voltou a ser convocada pela técnica da Seleção Brasileira, Pia Sundhage. Grave este nome, pois você vai ouvir falar muito na Victoria.



(Foto: Lucas Figueiredo/CBF)



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