Coluna dos apaixonados pelo Colorado

Estreia e vergonha

Marcelo Dautt
Agosto 06/ 2020

A partir desta semana, assumo a responsabilidade que muito me honra, de representar o Consulado do Internacional em Carazinho, nesta coluna dedicada ao futebol, em especial ao nosso Colorado. Agradeço ao Consulado e ao Grupo Gazeta pela oportunidade de expressar minhas opiniões, críticas e comentários, sem a intenção de agradar a todos, mas apenas como torcedor e admirador do futebol.

Como já estava agendada a primeira coluna para esta data, não posso me furtar de comentar a atual situação vivenciada pelo Sport Clube Internacional.

Com certeza imaginávamos que a primeira manifestação seria para comemorarmos uma vitória no clássico Grenal e por conseqüência a classificação para a final do Campeonato Gaúcho.

Não foi o que vimos na noite de ontem. Após a vitória convincente contra o Novo Hamburgo no último domingo, a torcida colorada esperava uma atuação ao menos equilibrada, com jogadas treinadas à exaustão após o retorno dos treinamentos e a quebra da série de vitórias gremistas em clássicos.

A apresentação colorada foi desastrosa, demonstrando falta de comando e interesse dos jogadores e ausência de personalidade e capacidade dos principais jogadores do elenco.

Justamente destes é que se esperava atitude, começando pelo Cuesta, Edenilson, Boschilia, Galhardo e Guerrero. Mas desde o início o time se apresentava jogando de forma nervosa, e com menos de 12 minutos nossos atletas já tinham sido advertidos com três cartões amarelos.

Nossos destaques em campo sucumbiram para o toque de bola do adversário, cometendo várias faltas, demonstrando incapacidade de atuação em jogos decisivos.

Além de uma atuação vergonhosa, nosso comandante fora de campo, o argentino Coudet, demonstrou inexperiência gerencial, pois o domínio foi total e incontestável dos rivais, não tendo se verificado qualquer atitude do treinador em alterar a forma de jogo, mesmo no intervalo. E o porque de nem no banco estarem presentes os garotos Praxedes e Peglow? Serem preteridos por Potker e Patrick não tem explicação!

A Direção do clube, que talvez esteja preocupada com outras questões, se distanciou e parece alienada dos problemas do time, devendo agir com rigor, cobrando do plantel e da comissão técnica uma reação, até porque a torcida, mesmo diante das inúmeras dificuldades financeiras devido a pandemia, continua a contribuir mensalmente com as mensalidades dos sócios, sem que tenha a contrapartida nas quatro linhas.

O domínio em todo o jogo foi do Grêmio, não tendo nosso time proporcionado esperança a torcida de uma modificação de padrão de jogo, rifando bolas, fazendo ligações diretas com o ataque e cometendo inúmeras faltas descontroladas e desproporcionais.

Destaca-se como lance que decretou a derrota, a falha gritante do péssimo lateral esquerdo Moisés no segundo gol sofrido, apresentando péssima coordenação, falta de agilidade e concentração. Deve a Diretoria agir urgentemente na contratação de laterais. Na verdade a defesa toda foi amplamente dominada, demonstrando cansaço e falta de reação.

Outro jogador que é bruxo do treinador, o argentino Musto, está dando mostras de que é uma pessoa nervosa, desiquilibrada e sem condições de vestir a camisa vermelha, um autêntico “xerife de cemitério”. Deveria ter sido justamente expulso pelo cotovelaço que deu no adversário.

O ataque parecia uma orquestra desafinada, sem jogadas de penetração e com pontaria totalmente desafinada, tornando o centroavante Guerrero um isolado jogador sem acompanhamento, um objeto de decoração na pequena área.

Por toda esta situação desastrosa, temos que amargar mais uma derrota no clássico, sem se ter alguma desculpa para a derrota em função de algum erro da arbitragem ou qualidade do gramado. Se não fosse Marcelo Lomba (o único que se salvou) a derrota teria sido ainda mais desastrosa.



(Foto: Divulgação/Inter)


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