Coluna Circulando e a política atual.

Sesquinho.

Ana Maria Leal
Julho 27/ 2020

Não faltou quem falasse, durante a sessão da câmara desta segunda-feira (27), sobre o encerramento das atividades do Sesquinho em Carazinho, anunciado na semana passada em nota do próprio Sistema Fecomércio-RS/ Sesc.

Mas, pelo menos no meu entendimento, a questão ficou totalmente esclarecida.

Se ainda havia alguma dúvida quanto ao motivo do fim das atividades mesmo após a entrevista do representante do Sistema S nesta manhã para a Rádio Gazeta, ela sumiu.

Ivomar Tomate de Andrade (PP) lembrou da criação da escola na cidade a partir da união dos dois sindicatos, Sindicato dos Comerciários presidido por ele, e Sindilojas, com o então presidente Erselino Zottis.

Assegurou que, apesar do que possa ter sido dito, nada teve a ver com o custeio do aluguel do prédio - em espaço nas instalações do Sindicato, e sim de uma decisão superior administrativa.

E, ainda, que o acerto foi de que nos primeiros oito anos o aluguel não seria cobrado em apoio à instituição de ensino.

''Foi fechada a escola Sesquinho na cidade de Rio Grande, em prédio do próprio Sesc'', complementou Tomate, para exemplificar que as decisões do Sistema S independem do espaço ser locado ou não.

Isso porque houve na cidade quem perguntou porque o próprio Sesc no projeto do prédio inaugurado em 2015, ao lado da prefeitura, não pensou em área para o Sesquinho, a fim de deixar de pagar aluguel e garantir uma sede permanente para a escola.

O pedetista Alaor Tomaz foi quem questionou que, se houvesse uma mudança quanto ao aluguel principalmente nesse periodo de pandemia no qual a escola não está em atendimento presencial poderia ter havido a manutenção da escola, e Tomate afirmou que não:

''Se lhe informaram isso, informaram errado, e com má intensão''.

Conforme Alaor, o quadro do Sesquinho neste ano é de 61 alunos, 5 funcionários e 9 estagiários remunerados.

A demanda de alunos, conforme assegurado pela Smec para a Gazeta, será absorvida pela rede municipal de ensino, mas nem todos em turno integral, como é o atendimento no Sesquinho.

Há, naturalmente, da parte do legislativo vontade de reverter a decisão.

Foi elaborado um requerimento Fica Sesquinho.

Os vereadores foram convidados para tratar do assunto numa reunião com o prefeito Milton na próxima quarta (29) às 10h, no gabinete.

Infelizmente há quem, conhecendo a decisão, considere que seja irreversível e se repete o fim de mais um ciclo na educação em Carazinho, como foi com o ensino profissionalizante do Instituto Federal Farroupilha, ano passado.

A diferença tão triste quanto pois ensino a menos em qualquer circunstância é lamentável, é o público desassistido, desta vez, o infantil. 





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