Coluna Circulando e a política atual.

Eleições 2020.

Ana Maria Leal
Julho 04/ 2020

Após a definição do adiamento das eleições municipais deste ano de 04 de outubro para 15 de novembro em primeiro turno, como é o caso da cidade de Carazinho, pedi a alguns presidentes de partidos políticos que opinassem a respeito.

Como critério, procurei aqueles que tem representação na câmara de vereadores.

Em ordem alfabética: 

Aylton Magalhães (PP): ''Como presidente do PP posso adiantar que gostei, foi para uma data tradicional nos bons tempos, dos mais antigos, era 15 de novembro, dia da Proclamação da nossa República, nesse ano num domingo, o primeiro turno. Acho que foi bom, afinal de contas nosso senado, nossa câmara dos deputados aprovaram e agora basta nos adequarmos a essas datas, é um tempo melhor, afinal de contas nós ainda estamos nessa pandemia, precisamos nos cuidar, das nossas famílias, e se possível sempre ficar em casa, quem tem que sair, fazer compras ou trabalhar, tem que ter todos os cuidados das regras editados pelos governos dos estados e do nosso município. Sobrou agora mais 40 dias para fazer nossas tratativas e preparar nossos candidatáveis, nossos pré-candidatos a prefeito, vice, preparar futuras coligações ou chapa pura, trabalhar muito sobre os nossos pré-candidatos e pré-candidatas a vereadores, que queremos que sejam muito bem orientados, com todos os cuidados para ter bons candidatos, ser uma boa câmara de vereadores, uma vez se elegendo prefeito e vice, que tenham uma boa câmara na sua base. Vamos nos preparar para a eleição do dia 15 de novembro, e quem sabe até lá essa pandemia estará muito menor ou terá terminado. Acredito, tenho escrito, divulgado, que nós todos vamos sair melhores dessa pandemia, porque a humildade voltou a todos nós''.

 

Felipe Sálvia (PSB): ''O PSB a nível municipal, desde o inicio das tratativas, foi totalmente favorável ao adiamento do próximo pleito eleitoral, pois a eleição não poderia de forma alguma comprometer todo o trabalho que está sendo feito pelas equipes de saúde pública que buscam salvar vidas e proteger as famílias desta pandemia, e como as novas datas atendem às sugestões de médicos e especialistas, uma vez que segundo eles, há uma perspectiva de que mais tarde teremos um cenário melhor em relação à expansão do vírus, é o mais correto a ser feito. Esperamos que realmente isso se torne realidade, que a propagação do vírus diminua consideravelmente, possibilitando assim, com o adiamento das eleições, que as pessoas possam conhecer de forma mais democrática e transparente seus candidatos. Aguardaremos a partir de agora a nova resolução do TSE que possivelmente adiará os prazos do calendário eleitoral em 42 dias, seguindo o mesmo período do adiamento da data do primeiro turno, muito embora saibamos que muitas das ações e decisões previstas para ocorrer em função destas datas terão de ser tomadas de forma remota, através de reuniões e convenções realizadas virtualmente, inclusive para escolha de candidatos e formalização de convenções, objetivando EVITAR de forma explicita as aglomerações. Esperamos que possamos chegar a esta nova data e concluir o pleito eleitoral sem mais atrasos, mas sempre com o pensamento de que especialmente diante da situação que estamos vivendo a SAÚDE PÚBLICA deve vir em primeiro lugar''.

Gilnei Jarré (PSDB): ''Acredito que este adiamento das eleições vai compensar a dificuldade em fazer campanha, que a Pandemia está causando. Os pré-candidatos não poderão realizar reuniões (evitando as aglomerações) e terão mais tempo para conquistar o voto corpo a corpo''.

Jorge Dutra (MDB): ''Nós, como cidadão e instituição respeitamos a decisão dos órgãos de saúde e o TSE, porém vendo pelo lado eleitoral, entendo que devia ser mantida a data, talvez num modelo diferente com horários alternados, mas antes de tudo temos que pensar na saúde do cidadão, que nunca seja colocado em risco, talvez esses prazos para municípios com segundo turno e prefeitos que não vão à reeleição seja um pouco apertado para os novos, a transição de mandato, talvez um certo prejuízo, mas ainda estamos nos inteirando das novas data e os prazos para convenções e descompatibilização dos pré-candidatos''.

Paulo Barbosa (PDT): ''A gente já se preparava para eleições no dia 04 de outubro, não digo que a gente vai ganhar tempo maior, porque o PDT já estava se programando pra aquela data, mas quem sabe até lá (15 de novembro) dê uma diminuída na pandemia que a gente tá passando. A gente também se preocupa com a forma como a eleição será realizada, pra que não tenha acumulo de pessoas, eleitores, todos muito apreensivo sobre como tudo vai funcionar. Por outro lado estamos todos nos cuidando, sempre que é necessário alguma reunião é com poucas pessoas, máximo 5, 6, todos de máscara, e em uma sala grande''.





Compartilhe esta coluna em suas redes sociais