Coluna Circulando e a política atual.

Convenções virtuais.

Ana Maria Leal
Junho 04/ 2020

Foi divulgado nesta quinta-feira (04) que, por unanimidade de votos, o Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a possibilidade de os partidos políticos realizarem convenções partidárias por meio virtual para a escolha dos candidatos que disputarão as Eleições 2020.

E, ainda, que as convenções partidárias deverão ser realizadas entre o dia 20 de julho e 5 de agosto, conforme prevê o Calendário Eleitoral, seguindo as regras e os procedimentos previstos em lei ''além de respeitarem as normas partidárias e a democracia interna das legendas''.

Outra definição é que os partidos têm autonomia para utilizarem as ferramentas tecnológicas que entenderem mais adequadas para suas convenções.

Em razão da notícia, comecei a ouvir os presidentes dos partidos políticos representados em Carazinho.

À medida que forem respondendo, divulgarei aqui.

Em ordem alfabética:

Aylton Magalhães (PP): ''O PP de Carazinho pensa que com isso está confirmada a eleição, que tanto se fala em adiar, isso nos deixa um pouquinho pensativo, e as direções partidárias ficam meio que boiando, mas com essa decisão do ministro Barroso, a gente fica sabendo que vai mesmo haver eleição nesse ano. É uma coisa diferente, a convenção virtual, vamos procurar a maneira adequada de fazer via virtual, mas vamos fazê-la, receber mais informações, saber qual a melhor plataforma para realizar essa forma de convenção. Serão 5.570 municípios brasileiros que terão que fazer esse tipo de convenção, vamos pensar, com nossa executiva, nosso diretório, começar a pensar sobre isso, mas vamos realizar dessa maneira''.

Felipe Sálvia (PSB): ''Ainda não sei como faremos. Isso é uma novidade para nós. O que eu conversei com o pessoal do partido hoje, é para nos reunirmos, fazer vamos ter que fazer. A gente nunca fez dessa forma virtual. A gente vai ver e a posterior te darei uma resposta de como a gente vai fazer. Fazer uns testes, uns ajustes. Depois darei um retorno. Pra nós foi uma surpresa isso, convenção de forma virtual, mas vamos ter que fazer, é uma decisão do TSE''.

Gilnei Jarré (PSDB): ''Em relação à autorização dada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determina as convenções por meio virtual, entendemos que é importante respeitar a democracia e não inviabilizar uma etapa importante que é a escolha dos candidatos que irão representar o partido, bem como estarão representando o município durante quatro anos. Nossa convenção partidária estará sendo agendada dentro do prazo estipulado pelo Tribunal, respeitando, assim, o isolamento social, devido a pandemia, nesta sexta-feira estaremos reunidos com lideranças estaduais, por meio virtual, estudando e tratando também como realizar campanhas numa época inusitada que se apresenta''.

Paulo Barbosa (PDT): ''O PDT de Carazinho recebe com tranquilidade a decisão do Plenário do TSE, possibilitando os partidos políticos a realizarem as convenções partidárias por meio virtual. Em todos os segmentos da sociedade, devido a pandemia, os meios virtuais de comunicação tem se tornado a única ferramenta possível para a reunião de pessoas, cada uma em sua residência ou ambiente de trabalho. E os partidos políticos terão que se adaptar. Atualmente a maioria das pessoas está conectada nas redes sociais, bastando que seja criado um aplicativo específico pelos partidos, para que seus filiados possam participar das deliberações referentes ao pleito eleitoral de 2020. Portanto, o PDT, diante desta abertura do TSE, irá se organizar neste sentido, o que demonstra a evolução tecnológica chegando, bem como colaborando na prevenção do contágio de doenças especialmente em ambientes fechados e com a presença de várias pessoas''.

Wilson Moreira (PTB): ''Sobre essa possibilidade que o TSE está abrindo para que os partidos possam fazer suas convenções, e as convenções são muito importantes, definem seus candidatos, e tal, fazer via virtual, vejo que está longe ainda. Será de 20 de julho a 5 de agosto, o prazo das convenções, mas por cautela, talvez estejam se prevenindo, ficará muito difícil fazer uma convenção dessa forma, mas se tivermos que nos adaptar, terá que ser feito, é um sinal dos tempos, em que temos primeiro que pensar na saúde, na vida das pessoas, em não contaminar as pessoas''. 



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