Coluna dos apaixonados pelo Colorado.

Retorno do Futebol II

Anderson Amaral
Junho 01/ 2020

Iniciamos o mês de junho, em pleno outono já na presença das primeiras ondas de frio, sem que tenha sido possível imaginarmos uma data provável para o retorno das competições esportivas.

É claro que em alguns países o futebol e outras modalidades já foram retomadas, muitas destas sem a presença de público nos estádios e com uma série  de medidas preventivas de contaminação.

No Brasil, diante do aumento da contaminação, girando em 515 mil casos confirmados (dados de 31.05.2020 do MS), as federações e a própria C.B.F., não ousam indicar data para a volta do futebol.

O Rio Grande do Sul, com 9.300 casos confirmados e mais de 220 óbitos, ainda pode ser considerado como Estado pouco atingido, atribuindo-se esta situação as medidas adotadas de distanciamento social, bem como de forte campanha para o asseio e prevenção.

A dupla Grenal já retornou aos treinamentos, mas face a ausência de calendário dos campeonatos paralisados e o Campeonato Brasileiro que inicialmente estava previsto para iniciar em maio, ficarão os jogadores mantendo a preparação física, mas sem atingir a forma plena de disputas.

Além dos cuidados com a pandemia, os clubes brasileiros estão, à exemplo de qualquer cidadão e empresas, tomando todas as medidas para reduzir despesas, tendo em vista que as receitas estão minguadas e em muitos casos, zeradas. Passou de 30% o percentual de inadimplentes do quadro social do Internacional, o que se justifica diante do quadro econômico e recessivo imposto, além do aumento acentuado de desemprego.

Nosso Colorado teve que reduzir o número de funcionários, o que foi criticado por muitos torcedores, mas que infelizmente foi uma medida inevitável e que poderá ser ampliada diante das incertezas quanto o retorno.

Ocorreu ainda acerto com os jogadores e comissão técnica, referente a redução de 25% dos salários enquanto perdurar a pandemia, medida esta apropriada e que vai garantir certo fôlego para a Direção manter o clube com menor déficit possível, já que os prejuízos causados são incalculáveis  e de difícil reparação.

Devemos sim é manter as medidas de prevenção indicadas pelas autoridades médicas e sanitárias, para que em um prazo menor, possamos criar condições de retorno das atividades esportivas. Mas, com certeza, novos tempos virão, pois segundo algumas previsões, esta situação de contaminação poderá ser estender por longos períodos, inclusive com projeção pessimista  para mais dois anos.

Que assim seja.

Grande abraço.


(Foto: site oficial do clube: Ricardo Duarte).



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