Coluna dos apaixonados pelo Colorado.

Derrota amarga.

Anderson Amaral
Fevereiro 17/ 2020

Passada a primeira decisiva de 2020, o saldo não foi dos melhores. É lógico que a vitória obtida contra a LAU por dois a zero foi importante para a continuidade da trajetória junto a Libertadores da América.

Mas a derrota do Grenal, nas circunstâncias em que ocorreu, colocam em cheque as idéias da nova comissão técnica, as quais vão em desencontro a opinião geral da torcida.

A primeira surpresa na escalação foi a retirada de Rodrigo Moledo e escalação de Bruno Fucks, cuja motivação sequer foi explicada pelo treinador após o término do jogo. Outra questão foi a insistência de escalar dois volantes de marcação Musto e Rodrigo Lindoso, iniciando o jogo, mais uma vez sendo demonstrado que tal esquema de jogo não se mostra correto.

E isso se comprova pela forma com que o jogador Musto foi expulso, pois além de demonstrar falta de controle emocional, salta aos olhos a falta de comando do treinador, o qual após o jogo disse que não iria sequer falar com o atleta sobre esta questão. Ora, foi evidente o prejuízo colorado com a expulsão, ainda no primeiro tempo, de Musto, pois jogar com apenas 10 jogadores parte do primeiro e a totalidade do segundo tempo, é um convite a derrota.

Por estas razões, deve o treinador argentino notar que suas convicções não estão se confirmando, o que enseja, de forma humilde, a reformulação da escalação, para evitar decepção justamente na competição mais cobiçada pelos clubes, a Libertadores da América, a exemplo do que já ocorreu com o Corinthians, que foi excluído da competição na primeira rodada.

De forma surpreendente, enquanto teve preparo físico, o Internacional jogou melhor que o adversário no segundo tempo, criando jogadas claras de gol, somente tendo sofrido o gol, no final do jogo, numa falha geral de marcação da defesa. 

Assim, o que se espera é que no próximo jogo da quarta feira, contra o Tolima, a escalação do time contemple esquema de jogo convencional, sem a presença de dois volantes de marcação, o que torna o meio de campo confuso, sem ligação com os atacantes.

Muitas vezes o ser humano peca em não rever seus conceitos, defendendo teses por orgulho, o que no futebol pode custar muito caro.

Torçamos para que a lição do último jogo abra os olhos do nosso comandante, trazendo ao menos na bagagem um empate com gols, facilitando o jogo da volta.

Assim seja.


(Imagem do site do clube: Foto: Ricardo Duarte).

 


Grande abraço.

E-mail:
Compartilhe esta coluna em suas redes sociais