Coluna Circulando e a política atual.

Ambiente turbulento.

Ana Maria Leal
Abril 17/ 2019

Na teoria, quando um partido está numa coligação, é esse partido que indica os nomes (filiados) para ocupar cargos referentes à aliança firmada. Aqueles distribuídos após a conquista da vitória.

Ou seja, o partido 'x' indica pessoas que escolheu para determinada vaga, e essas passam pelo aval do chefe do executivo, para que a seguir assumam.

Seguindo essa linha de raciocínio, no momento em que o partido decidir fazer alguma alteração, substituindo a pessoa que está no cargo por outra, esse encaminhamento é feito ao chefe do executivo, e cumprido.

Na prática, porém, não é exatamente isso que está acontecendo no governo municipal de Carazinho.

Me disseram que um dos partidos da coligação tentou substituir um filiado em determinado cargo e encontrou a resistência do prefeito Milton Schmitz (MDB). A pessoa ficou onde estava.

Agora, outro partido passa por situação semelhante.

Uma das lideranças dessa sigla me informou que esse tipo de situação precisa ser contornada nos próximos meses.

Todos sabem quem tem a caneta, mas esse enfrentamento entre quem está do mesmo lado da trincheira, essa demonstração de força de um sobre o outro, pode não terminar bem.

Pode ser interpretada, por exemplo, como falta de respeito às decisões partidárias, ou que aquele partido não importa mais.

E fazer com que quem hoje está seguindo junto pelo mesmo caminho, daqui a pouco prefira a direção oposta. 



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