Coluna Circulando e a política atual.

IPE.

Ana Maria Leal
Abril 15/ 2019

O IPE em Carazinho está fechado.

Conversei com algumas pessoas a respeito e, de fontes que estão representadas por seus partidos no governo municipal, ouvi que foi uma estratégia e tanto.

Primeiro, deixar, no ano passado, de encaminhar a renovação do contrato entre município e estado.

Segundo, escolher enviar pelo correio a papelada referente, o que, naturalmente, demora mais para chegar ao setor já que sem as vias mais rápidas toda a correspondência chega a uma central, e depois vai sendo despachada para a sua respectiva área. O que, em se tratando de um governo estadual, não é pouca coisa.

Algo que pode demorar dias, ou semanas.

Tempo que, naturalmente, compromete a resolução do assunto, em qualquer órgão público, mais ainda um que atende um estado inteiro.

O fato é que a renovação do contato não aconteceu de forma rápida a partir do encaminhamento que deveria ter ocorrido por parte da prefeitura de Carazinho para causar um desgaste no atual governo estadual, e com as portas do IPE fechadas, dizer que a culpa é do estado. Por tabela, do PSDB.

Simples assim.

Mas, de certa forma, afetando os usuários para um fim político, de atingir o PSDB não apenas de Eduardo Leite, mas municipal.

A servidora concursada que estava à frente do IPE, Cecilia Bertoldi, era vista como alguém que poderia se destacar politicamente estando lá, no IPE.

Alguém do próprio MDB me disse que havia um receio de que o partido quisesse incluir seu nome numa nominata a vereadora no ano que vem, e por considerarem que ela é alguém que se comunica muito bem, que tem visibilidade, acharam melhor que saísse de circulação.

Pelo menos, do IPE. 

Foi designada para a Junta Militar.

Minar o adversário de uma futura campanha eleitoral, no caso os tucanos, a um ano e 7 meses de os eleitores irem às urnas pode ser, mesmo, uma ótima estratégia.

A campanha de 2020 está em pleno andamento.



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