Coluna Circulando e a política atual.

Paciência, Brasil.

Ana Maria Leal
Março 10/ 2019

Pelo menos em cinco oportunidades ao conversar com a plateia que participou do Ideias na Mesa neste domingo (10) realizado pela ACIC em Carazinho o senador Luiz Carlos Heinze (PP) pediu paciência.

Quer paciência dos brasileiros para o governo que está iniciando, do presidente Bolsonaro, que ele apoiou.

 ''_Aquilo que foi entortado por 30 anos não conseguimos desentortar em dois ou três, mas as coisas irão para o seu lugar'', afirmou.

Também compartilhou que sente diferença no comando dos ministérios de que essas mudanças estão acontecendo, e fala como alguém que passou os últimos 20 anos em Brasília.

O senador ainda pediu desculpas pelo que considerou ''lamentável'' ocorrido no senado na eleição do novo presidente. Foi uma referência ao fiasco de sumiço de uma pasta da mesa diretora no momento da eleição, gritaria e até fraude na hora de computar os votos.

Alguns devem lembrar do episódio que enterrou as esperanças de Renan Calheiros se reeleger na presidência.

Como o senador Heinze destacou: ''_Se o Brasil quer mudar não poderíamos aceitar Renan como presidente, e vocês que conhecem sabem que não se consegue desmamar um terneirão de mais de dois anos de idade!''.

Heinze também recomendou que não se acredite em tudo o que a mídia relata sobre o governo Bolsonaro e o próprio presidente que muitas vezes dá declarações que abastecem os veículos de comunicação que não torceram pela sua vitória.

''_Parte da imprensa que está sendo desmamada não aceita isso, e peço a vocês paciência mais uma vez, perdoem o nosso presidente''.

Em entrevista para a Rádio Gazeta AM o senador falou sobre uma questão que preocupa muitos dos seus eleitores, a reforma da Previdência.

Disse que já agendou para que o secretário especial de Previdência Social Rogério Marinho receba em Brasília Farsul e Fetag para uma reunião técnica e que concorda que é preciso mexer com quem ganha mais, inclusive os políticos.

''Eles vão levar o que o pequeno agricultor e o trabalhador rural estão precisando, para falar da pequena propriedade rural, juntos com representantes de Santa Catarina e Paraná, porque a situação é a mesma, diferente de outras regiões do país, e que a reforma tributária não prejudique o trabalhador, nem rural, nem urbano, não pode prejudicar quem ganha 1, 2 salários, mas mexer com aqueles que ganham os mais altos salários, meu caso, por exemplo, e onde mais está, no legislativo, nos militares, no judiciário''.

A foto do Circulando fiz durante a reunião-almoço deste domingo e nela o senador aparece com seu pupilo, o vice-prefeito de Carazinho, Fernando Sant´Anna de Morais.




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