Coluna Circulando e a política atual.

Na geladeira.

Ana Maria Leal
Março 06/ 2019

Ivomar de Andrade, o Tomate, falou em entrevista para a Rádio Gazeta na semana passada sobre rumores de que, assim como outros vereadores, pode trocar de partido com a janela que é prevista para o ano que vem, ano de eleições municipais.

Afirmou que não é algo que está cogitando, mas que conversas existem, o que é natural no meio político.

''A gente conhece todo mundo, não me furto de conversar com as pessoas, não me furto de receber convites desde que sejam bem intencionados, que não me faça desviar minha conduta, já fui sondado por outros partidos, não só eu, mas não tratei disso de forma alguma, estou vereador, estou pelo PTB, partido não conversou comigo sobre qual projeto vai ter para Carazinho, está um pouco acéfalo. Não pode um partido acontecer só em época de eleição, quando está no governo está em plena performance, se não está ou perde, os partidos somem. Convidado fui, mas não há essa possibilidade''.

Tomate também disse que seus projetos acabam ficando engavetados e isso deve acontecer porque não é da base do governo, e seu perfil não é o de ficar elogiando o executivo.

''Toda hora dizer que se faz um bom trabalho parece que se quer justificar alguma coisa, quem tem que avaliar e dizer se está bom é a comunidade que está usufruindo da prestação de serviços, governantes são servidores, estão lá para servir, então porque elogiar o que é obrigação?''.

Também pesa na condição de ficar ''na geladeira'' do Legislativo o fato de não ter votado no atual presidente, Daniel Weber (PP).

É o presidente que decide o que vai para a frente e o que fica engavetado.

Não vai contar pontos para Tomate trazer à tona, ainda, que a atual legislatura não é um poder independente pois todo projeto que surge é encaminhado ao Executivo, prefeito e secretários, para saber se é do seu interesse tal tramitação.

''O projeto dá entrada e é encaminhado ao Executivo para saber se há concordância e interesse nele, e se manda ofícios para todo o lugar para saber qual o seu entendimento sobre tal projeto, o Legislativo se subordina a mandar projetos de lei para o Executivo analisar se há viabilidade para aprovar ou não. Nunca tinha visto isso, fui vereador na década de 80 por dois mandatos e nunca vi isso. Nunca mandava pedir penico, e peço perdão pela palavra, saber se o secretário autoriza ou não um projeto de lei que o vereador quer apresentar, com todo o respeito aos colegas das comissões, falta autonomia, conhecimento, capacidade de discernimento''.

Tomate está bem a par do funcionamento das comissões internas, pois no ano passado, quando esteve numa delas, analisou com o grupo mais de 200 projetos em reuniões semanais da comissão.

E o ano político está apenas começando. 



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