Coluna Circulando e a política atual.

39ª CRE.

Ana Maria Leal
Fevereiro 01/ 2019

Já abordei aqui a curiosidade em torno da indicação para a 39ª Coordenadoria Regional de Educação com sede em Carazinho, e se vai deixar de existir, com essa região pertencendo a uma outra coordenadoria existente.

Definições que passam pelo governador Eduardo Leite quanto a extinção e pelo deputado estadual da região, Mateus Wesp, de Passo Fundo, quanto a indicação de quem vai atuar em Carazinho.

Ao conversar com o tucano na Assembleia Legislativa neste dia 31, data da posse dos eleitos para o mandato 2019-2022, falou sobre o assunto em entrevista para a Rádio Gazeta.

Não mudou o que existe hoje, e nem confirmou que a indicação recaia em alguém do seu próprio partido, como também já é cogitado.

''_ Essas questões partidárias creio que é oportuno lembrarmos que a função da administração publica é de atender ao cidadão, de gerar resultados, e isso se faz principalmente por meio da adoção de critérios  técnicos e eficientes de gestão pública, quem serão esses atores, se serão do PSDB, MDB, PDT, PTB, do PP, não posso dizer,  porque estamos no começo do governo Eduardo Leite e isso é que  faz com que nosso governo seja diferente de governos anteriores,  fazendo uma análise de todas as estruturas administrativas do estado do Rio Grande do Sul, não apenas pensar em nomes, mas discutir possibilidade de alterar os procedimentos que são adotados, alterar os processos que foram utilizados, questionando se foram eficientes ou se devem ser alterados, enxugando a máquina se necessário, será que podemos colocar daqui a pouco, outros órgãos em determinadas regiões, que sem essa existência não consigam dar resposta a comunidade, ou retirar alguns órgãos de determinados locais, haja vista que possa haver sobreposições de funções e gastos desnecessários, consequentemente dinheiro indo pelo ralo, são essas questões que estão sendo levantadas pelo governador''.

Ainda segundo Mateus Wesp essas definições não serão apressadas:

''_ Depois de 40, 50 dias com uma análise de todo o Rio Grande do Sul poderemos, ai sim, por critérios técnicos, processos seletivos, analisando os melhores nomes, independente da sigla partidária, lembrando que o componente partidário é fundamental, dá legitimidade ao povo, que se optou por determinado projeto de governo é porque esse determinado projeto de governo é aquele que mais considerou confiável, que vai impactar na vida das pessoas, mas não significa que apenas o PSDB irá fazer essa construção, sabemos que para retirar o estado da crise em que se encontra precisamos de um governo de coalizão, de consenso, de diversas forças polícias, inclusive aquelas que muitas vezes foram forças antagonistas ideologicamente, em outros períodos políticos, precisamos do apoio de todos para tirar o estado do buraco''.

Não escondeu que o MDB pode continuar à frente da CRE:

''_ O MDB faz parte hoje da base também, assim como outros partidos, e, consequentemente é com esse olhar que vamos buscar, após essa análise, esse pente fino nas estruturas do estado, nomear as melhores pessoas, as mais capacitadas, lembrando que todos terão liberdade para fazer suas indicações, encaminhar suas sugestões, seus quadros administrativos, seus quadros partidários, para que nós, analisando, poderemos fazer a melhor escolha, pensando no bem do povo antes do bem dos partidos, não adianta satisfazer interesse politico partidário tão somente, se isso não for atender o povo, se conseguir atender a legitimidade popular do povo que votou em determinado partido para ganhar o pleito eleitoral com critério técnico, melhor ainda''.



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