Coluna Circulando e a política atual.

Orçamento preocupa mas folha continuará em dia.

Ana Maria Leal
Novembro 06/ 2018

O prefeito Milton Schmitz (MDB) concedeu entrevista para a Rádio Gazeta ao final da apresentação do Comitê de Governança Empreendedora de Carazinho, nesta segunda-feira (05) no auditório da ACIC, na qual falou sobre a preocupação com as finanças públicas e o orçamento previsto para o ano de 2019 que terá cerca de R$ 10 milhões a menos.

Minutos antes, ao falar aos presentes, disse que Carazinho tem assistido demais o bonde passar por aqui.

Também informou que a folha de pagamento do funcionalismo público só está em dia porque entraram recursos da logística e do agronegócio.

Na entrevista que foi ao ar no Lado a Lado Com a Notícia admitiu que a situação é preocupante, por isso o apoio do poder público ao Comitê de Governança pelo empreendedorismo.

''Precisamos criar novos ambiente de negócios, mais emprego e mais renda porque o município tem um crescimento vegetativo de custo, precisa crescer a economia, onde há estagnação da economia por alguns anos o município vai ter problemas, e o município tem inúmeros problemas que tem que ser atacados e resolvidos, o que passa por recursos financeiros, passa por gestão, mas também por recursos financeiros''.

Segundo o emedebista o orçamento de 2019 é preocupante devido à queda de arrecadação que representa esses R$ 10 milhões e o crescimento vegetativo de custo automático.

Mas, garante que alternativas estão sendo buscadas e que, por outro lado, o pagamento em dia da folha está garantido.

''Estamos trabalhando duro para fechar o orçamento mas não há receio de problemas no pagamento da folha em 2019, 2020. Carazinho está em uma situação de certa estabilidade, me preocupa, sim, passando 8, 10 anos, se a economia não der sinal de melhoria bem significativa, mas acredito que isso vai acontecer, da economia como um todo, ano que vem, com os novos governos, que possamos ter novos horizontes especialmente quanto ao governo federal. O estado vive uma situação muito delicada, sabemos que o Eduardo Leite vai sofrer muito e no Rio Grande do Sul não tem como ser diferente pois é um estado inchado, reformas precisariam ter acontecido, mas o estado muito pouco contribui com o município, a expectativa é para o governo federal, que faça alguns enxugamentos na máquina pública, ou o Brasil vai estar na mesma rota de estados que hoje não conseguem se manter''.

Na foto meramente ilustrativa do Circulando o prefeito aparece com o presidente do Comitê de Governança, Professor Doutor Gilmar Mantovani Maroso, durante o café servido no encerramento da atividade na ACIC. 


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