Coluna Circulando e a política atual.

E acabou !

Ana Maria Leal
Outubro 28/ 2018

Os eleitores de Carazinho, em sua maioria, preferiram Eduardo Leite para governador e Jair Bolsonaro para presidente.

É o que apontaram as urnas depois de 100% da apuração neste domingo de segundo turno das eleições.

Os números na cidade foram de 55,08% dos votos para o tucano, somando 18.470 votos e 44,92% com 15.060 para o emedebista que busca a reeleição ao Palácio Piratini.

Quanto a Jair Bolsonaro, em Carazinho obteve 22.876 votos, 66,48%, contra 11.533 o equivalente a 33,52%.

A primeira leitura que se faz, e isso ouvi de muitas pessoas nestes últimos dias, inclusive filiados a partidos políticos que estão no governo municipal, é de que o MDB de Carazinho não conseguiu usar a força política e a condição de estar líder na gestão municipal para transformar em votos.

Isso ocorreu já no primeiro turno, quando a meta para Carazinho era somar 20 mil votos para o candidato Márcio Biolchi, e não foi cumprida, nem de angariar 5 mil para o candidato a deputado estadual assumido pelo prefeito Milton Schmitz, Vilmar Zanchim. Zanchim, na cidade, fez menos votos que o pedetista Acácio Souza, o que foi um fraco desempenho, considerando que um já estava deputado e na vitrine há quatro anos, e o outro não tem cargo há anos e o PDT não é governo.

Agora, assim como no primeiro turno, o governador Sartori fez em Carazinho menos votos que o tucano Eduardo Leite.

A segunda leitura é quanto ao poder de mobilização do vice-prefeito.

Fernando Sant´Anna, do PP, desde o início abraçou campanhas opostas ao do prefeito com quem venceu a eleição em 2016.

Reuniu um grupo pró Luiz Carlos Heinze e Bolsonaro no primeiro turno, colando Eduardo Leite junto, mesmo a contragosto de membros do próprio PP.

Teve bom resultado no primeiro turno.

No segundo, nem se fala.

E estou falando de um vice-prefeito sem visibilidade, já que está distante dos holofotes, entrevistas, nem sala para atender a quem o procura, tem, em quase dois anos de governo.

Mas soube fazer uma coalisão de pessoas de siglas diferentes em torno de um mesmo propósito, inclusive do PSDB, de quem o MDB tem aversão - cada vez mais forte conforme me contam nos bastidores - e do PSL, partido que sai mega fortalecido deste pleito.

Soube manter o diálogo com nível e maturidade política, não aceitando provocações de quem tentava - em grupos de watts - desqualificar seu candidato inclusive com insinuações sobre a orientação sexual do governador eleito.

Um exemplo é esse comentário em grupo político na tarde de hoje:


Ou muda essa maneira suja, baixa, de fazer política, ou vamos ter piores comportamentos em 2020. 



Compartilhe esta coluna em suas redes sociais