Coluna Circulando e a política em Carazinho.

Sem pressão.

Ana Maria Leal
Outubro 11/ 2018

Durante entrevista para a Rádio Gazeta nesta quinta-feira (11) o presidente do MDB de Carazinho respondeu a um comentário de ouvinte sobre o partido ter exercido pressão não apenas nos cargos de confiança do MDB mas sobre os demais de partidos aliados, na busca de votos para a reeleição de Márcio Biolchi e do governador Sartori.

A informação foi de que todos os secretários, não só do MDB, mas dos demais partidos que compõe o governo, foram chamados a contribuir com R$ 3 mil cada para a campanha eleitoral.

Chegou ao programa também a informação de que havia um monitoramento até dos adesivos usados nos veículos desses cargos de confiança.

Jorge Dutra disse que desconhece essa situação, que não houve pressão, e que se algo ocorreu neste sentido ele mesmo, que é secretário Geral de Governo, é devedor. ''Até me fez até rir essa questão de valores, não sei de onde tiram esses valores, vou ver com quem devo e pagar esses R$ 3 mil, porque acho que estou devendo...''.

Por outro lado, disse que houve, sim, um envolvimento muito grande tanto de filiados como cargos de confiança e vereadores da base do governo na câmara.

''O MDB manteve a bancada de deputados na Assembleia Legislativa, foram 6.190 votos para deputado estadual do MDB em Carazinho, e quanto aos vereadores, pessoas coligadas, sempre se tentou fazer que esse pessoal entendesse que a melhor situação seria eleger pessoas que pudessem dar retorno a Carazinho, a bandeira que defendemos é a cidade que moramos, a gente agregou a esse pessoal porque tem muito acesso ao governo do estado, precisaríamos desse apoio ao nosso governo, foi uma força tarefa com os partidos da base e eles entenderam que pedido da comunidade por Carazinho''.

Também frisou que a mobilização dos cargos indicados para o governo é algo normal em toda coligação.

''Represento o partido do governo e claro que nossos CCs, evidente que vou pedir colaboração, que ajudem a reeleição de nossos candidatos, é a coisa mais natural que existe. E na questão da coligação, não teve pressão, todas as minhas visitas, visitei CCs de partidos da base pedindo apoio ao Márcio (Biolchi) pois não é um apoio ao MDB, é apoio para Carazinho, um cara que trouxe R$ 5 milhões para obras, mais de R$ 10 milhões para o hospital, claro que a gente foi atrás de votos, eu mesmo conversei com muitos CCs, mas sem pressão, pois não é a nossa forma de ver as coisas. E as doações estão dentro da lei, são doações oficiais''.

Jorge também leu uma mensagem enviada por um ouvinte com uma conversa de wattsApp na qual uma servidora indicada por um dos partidos da base do governo recebe a recomendação de pedir a exoneração depois que apareceu publicamente com um adesivo do candidato Ronaldo Nogueira (PTB), que concorreu a deputado federal. 

 

O nome de quem fez essa postagem no grupo de um dos partidos foi omitido aqui, assim como da funcionária, pois eles não foram ouvidos pela reportagem a respeito, mas Jorge visualizou o conteúdo, disse que nenhuma situação neste sentido chegou ao seu conhecimento, e que qualquer pessoa pode procurar por ele e fornecer os nomes envolvidos.

A foto do Circulando é do final do programa, quando Jorge e Paulo Schettert, presidente do PT, deixavam o estúdio da Gazeta AM.

Conversaram demoradamente do lado de fora da empresa. 

O mais interessado no colóquio era o petista. 




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