Coluna Circulando e a política em Carazinho.

Proximidade que pode durar até 2020.

Ana Maria Leal
Outubro 10/ 2018

Há várias leituras que podem ser feitas a partir do esforço do grupo encabeçado por oito pessoas que se envolveu com a campanha em Carazinho de Luiz Carlos Heinze e Jair Bolsonaro.

Uma delas, que o vice-prefeito de Carazinho não pode ser visto daqui para a frente como meramente figurativo na busca de votos ou à frente de uma mobilização eleitoral. Fernando Sant´Anna de Morais soube reunir pessoas de vários partidos e até apaziguar situações conflitantes quando elas surgiram nas postagens do wattsApp criado para apoiar essas candidaturas.

Tem seu mérito nessa caminhada, por mais que depois da eleição de Heinze tenha surgido até quem não ajudou para tirar uma casquinha.

Rafael Sant´Anna de Morais disse que o interessante da campanha é que não existiu PP nem PSL. ''Até porque lideranças em termos de presidência não colaboraram em nada com nossa campanha em Carazinho, e agora aparecem, no estilo papagaio de pirata. É triste de ver pessoas que não fizeram parte agora querer ganhar o mérito. Foi um grupo através de outras pessoas na comunidade, insatisfeitas, indignadas com a conjuntura brasileira, que colaboraram para montar aquele comitê, pluripartidário, onde todos podem entrar, pessoas que se doaram, correram atrás de fundos, para fazer as duas carreatas e distribuir material, a política devia funcionar assim, é um absurdo o financiamento público de campanha. Nesse caso se arrecadou um pouco de cada um para ajudar esses candidatos''.

Como o segundo turno está por vir, todos já estiveram reunidos no domingo à noite e de lá em diante focados na eleição de 28 de outubro.

Além de Fernando e o irmão Rafael, Giovana Ceconello participou do Lado a Lado nesta quarta-feira (10), todos do PP, com os representantes do PSL Maria Luiza Locatelli, Alécio Sella e José Paulo Morchaider.

Foi Alécio quem deu espaço para uma outra leitura dessa união pluripartidária: a de que pode, sim, ser repetida em 2020, nas eleições municipais.

''_Deu certo, quero seguir firme e forte com essa turma, com um projeto novo para Carazinho em 2020, construindo esse projeto grande para Carazinho, deixar esse atraso, quantos anos essa cidade não vê uma indústria chegar? Não adianta só dizer que Carazinho tem o maior entroncamento rodoviário, mas cadê as coisas que a cidade precisa?'', questionou o engenheiro agrônomo.

Rafael, por sua vez, diz que é prematuro falar em 2020 se o foco agora é o segundo turno, mas afirma que espera após passada a eleição manter esse relacionamento do grupo: ''_ Gostaria, sinceramente, de estar junto com esse pessoal em 2020''.

Vamos aguardar.  


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