Coluna Circulando e a política em Carazinho.

Primeiro turno e o que está por vir.

Ana Maria Leal
Outubro 08/ 2018

Eles se encontraram durante entrevista na Rádio Gazeta AM nesta segunda-feira (08) e conversaram bastante nos bastidores.

Paulo Barboza, presidente do PDT, Piero Costa, à frente do partido NOVO na cidade, Ivaldir Schmitel e Celso Morais, ambos do PSL. Quem também participou e não aparece na imagem porque falou através do telefone, foi Wilson Moreira, do PTB.

O assunto, o primeiro turno das eleições.

Ivaldir, que está novamente à frente do PSL, depois de uma questão interna que segundo ele foi solucionada, destacou a campanha de Celso que somou 13.098 votos. Só em Carazinho, 956. Foi uma campanha sem tempo de TV e dinheiro, disse o próprio Celso, lamentando que não tenha chegado aos 30 mil votos que garantiriam mais um político de Carazinho como deputado federal.

Para um desconhecido da maioria, -eu mesma o conheci apenas na campanha-, Celso foi muito bem.

Não esqueceu a votação da candidata a deputada estadual de Carazinho Maria Luiza Locatelli. ''A nossa Malu também teve um bom resultado considerando que foi uma campanha da mesma forma sem recursos, fez 3.600 votos, uma satisfação para nós''.

Da mesma forma Paulo Barboza lembrou de Acácio Souza, que concorreu a deputado estadual e somou 2.651 votos. Barboza entende que os partidos devem sentar e pensar num único nome para ser trabalhado pela cidade para que possa sair com uma boa vantagem de votos, já que há vários mandatos Carazinho não consegue eleger um deputado estadual.

Barboza também admitiu que questões internas dificultaram a campanha de Acácio. ''Uma coisa que se precisa repensar é o fato de pessoas dentro da executiva apoiando candidatos de fora, e neste sentido vamos tomar as devidas providências, não concordo com isso, e se o partido quiser, vamos tomar providências, sim. Tem muita gente boa no PDT que fez sua parte, correu, fez bandeiraço, mas tem aqueles que ficam apunhalando os colegas pelas costas e eu não admito, se depender de mim, as providencias vão ser tomadas'', avisou.

Ivaldir contou na entrevista que depois da grande votação do PSL pelo Brasil, o partido já foi procurado por outras siglas de Carazinho sondando o terreno para as eleições de 2020.

Segundo ele isso tudo é muito cedo, porque ainda tem o segundo turno para a presidência da república pela frente. Celso Morais, por sua vez, não pensa em uma disputa em 2020, mas diz que vai dar todo o apoio aos nomes que o PSL definir para disputar vagas na câmara ou para a prefeitura, conforme for a decisão do partido.

Piero Costa (NOVO) era pura alegria.

Disse que o sentimento de todos dentro do Novo, compartilhado através dos grupos de wattsApp, é de muita felicidade pelos resultados obtidos no Brasil.

Não é para menos. O deputado federal mais votado do Rio Grande do Sul é do NOVO, Marcel Van Hatten, 349 mil 855 votos. Era do PP e ao escolher mudar para o NOVO foi aprovado pelo partido por ter princípios que vão ao encontro do que pensa a sigla. ''O Marcel é alinhado às ideias do NOVO, é o nosso porta bandeira, foi valente, corajoso, para fazer uma campanha mais barata, quando qualquer partido para onde ele fosse teria verba grande para fazer eleição, mas veio para o NOVO, que não recebe verba pública, não gastou verba nenhuma de dinheiro público. O NOVO é um partido que não gastou 1 centavo de verba pública, que não se coliga, só recebe ficha limpa, e respeita pessoas de outros partidos, porque apesar de mais da metade de quem está aí só busca vantagem, não podemos colocar todos no mesmo saco''.

Sobre o segundo turno, o NOVO não faz coligações, mas seu apoio para o segundo turno vem sendo buscado.

Quanto ao segundo turno, tanto no RS quanto na disputa pela presidência, o PDT de Carazinho, conforme Barbosa, aguarda a decisão do partido sobre o rumo a ser tomado.



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