Coluna Circulando e a política em Carazinho.

O clima azedou.

Ana Maria Leal
Outubro 03/ 2018

Não sei se o motivo foi Alaor Tomaz (PDT) ter questionado a emenda ao seu projeto feita pelo colega Márcio Rosemberg, o Lambari (PP), mas o fato é que eles se estranharam na sessão ordinária desta semana na câmara de vereadores.

O projeto a que me refiro é o 044/2018 de autoria de Alaor que ''cria a Política de Prevenção à violência contra Profissionais da Educação da Rede de Ensino do município de Carazinho'' e ''institui normas para promover a segurança e proteção dos Profissionais da Educação no município de Carazinho, no exercício de suas atividades laborais''.

Márcio pediu vistas ao projeto que estava em pauta para votação, o que significa que tem mais uma semana para sua análise, e incluiu emenda de sua autoria alterando um dos parágrafos com a justificativa de que ''as retificações são necessárias haja vista a necessidade de entendimento de quais são as condutas das quais se pretende proteger os educadores objeto da presente norma legislativa, sob pena de inaplicabilidade desta por ausência de tipificação''.

O projeto já havia recebido outra emenda, do vereador Ivomar de Andrade, o Tomate (PTB), incluindo parágrafo segundo o qual ''Havendo comunicação pelo profissional de ensino nos termos do Caput, caberá a direção da escola efetuar o devido registro nos órgãos de segurança publica competentes'', justificando que ''em caso de violência a professores não se restringe somente ao âmbito da administração escolar e sim que tenha o devido prosseguimento para esclarecimento dos fatos bem como a punibilidade dos infratores''.

Na tribuna, Tomate disse a Alaor que o objetivo é dar continuidade junto aos órgãos de segurança pública aos casos nos quais os profissionais da educação são vítimas, e não fique apenas no âmbito do processo administrativo, diferente do que aconteceu, por exemplo, no Rio de Janeiro, onde apesar da queixa do professor em caso de repercussão nacional nada foi feito pela instituição de ensino até que ocorreu a agressão dentro da sala de aula por parte de alunos contra o educador.

Para Márcio, Alaor disse que o colega estava ''muito interessado'' no projeto.

Márcio confirmou que tem interesse por todos os projetos em tramitação, e complementou que sua emenda é necessária pois até então o projeto de lei era ''inaplicável da forma como estava apresentado''. E frisou: ''não se está aqui só para ficar fazendo lei, mas leis que sejam aplicáveis, não leis só por fazer, e não porque quero ser o pai do projeto, mas contribuir coletivamente''.

Quando Alaor usou a tribuna, na sequência, não deixou Márcio apartar, ou seja, se manifestar a respeito.

Deu o assunto por encerrado. Talvez porque estivesse esperando que a votação ocorresse nesta semana, e o pedido de vistas adiou o andamento do projeto.

Talvez o acirramento dos ânimos não fosse em razão do projeto em si, que é importante e precisa de viabilidade para ser votado.

Afinal, Márcio, na mesma sessão, disparou para o governo municipal do qual seu partido faz parte.

Primeiro, questionando a demora para analisar pedido de uma lombada na avenida Flores da Cunha em frente ao Banrisul, próximo da câmara de vereadores: ''_Faz mais de 30 dias que fiz esse requerimento porque os motoristas não respeitam a faixa de pedestre, e na velocidade em que passam, será que estão esperando que alguém seja atropelado?' Tem que demorar seis meses para conseguir aprovar alguma coisa, é dessa forma? É assim que querem Carazinho, o estado, o Brasil?''.

Segundo, denunciando que há membros do governo impondo a subalternos em quem votar nas eleições do próximo domingo: ''_Voto não pode ser imposto, escutei que isso está acontecendo, que estão tentando impor voto, mas não posso acreditar. Se isso estiver acontecendo essa pessoa não deveria estar representando a comunidade, sendo vereador, ou tendo cargo na administração, se acontecer, sei que isso vai ser coibido''.



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