Coluna Circulando e a política em Carazinho.

Dando o que falar.

Ana Maria Leal
Outubro 01/ 2018

Conversando com um emedebista fiquei sabendo que a mobilização demonstrada pelo comando da sigla em Carazinho não estaria agradando, em termos de mostrar a força do partido para se transformar em votos no próximo 7 de outubro.

Avaliou para mim três eventos recentes do MDB:

No feriado, dia 07 de setembro, ocorreu um encontro, à tarde, no Q'Assado, com os apoiadores do candidato à reeleição como deputado federal Márcio Biolchi, mas grande parte das pessoas que compareceram eram apoiadoras do candidato à reeleição como deputado estadual Vilmar Zanchin. Todos os CCs e membros dos partidos foram convocados para a agenda que tinha à frente o prefeito Milton Schmitz e o presidente do partido, Jorge Dutra.

Menos de 50 pessoas compareceram.

No sábado, dia 15, foi a vez de mobilizar apoiadores para receber o governador José Ivo Sartori, candidato à reeleição, que estava acompanhado de candidatos a deputado estadual, federal, e ao senado. Novamente, conforme me foi confidenciado, a adesão não foi considerada das melhores.

No sábado passado, dia 29, foi a vez de o MDB organizar uma carreata seguida de almoço no CTG Rincão Serrano.

O nome mais forte do partido na cidade, Márcio Biolchi, não veio. Enviou sua justificativa através de um vídeo.

Apenas o candidato Zanchim participou da carreata que, na avaliação de minha fonte, foi muito pequena.

A ausência gerou o comentário de que Márcio não quis associar sua imagem ao fracasso das agendas anteriores na cidade...

A dúvida, pelo que entendi, é em torno do potencial de votos do MDB no atual momento político, quando tem o governo municipal nas mãos, a máquina da prefeitura, e um deputado federal eleito na cidade.

Era esperada uma mobilização maior, pois a eleição do próximo domingo é vista como uma prova de fogo para a capacidade de Jorge Dutra liderar o partido e do prefeito Milton de capitalizar os votos na cidade que governa para os candidatos emedebistas, tanto Márcio, quanto Sartori.

Como resumiu meu interlocutor:

''_Essa eleição será uma avaliação da administração, um ensaio pra 2020''.

Da parte do prefeito, percebi, ao ouvir sua declaração nesta tarde de segunda-feira (1º) na abertura do Outubro Rosa, no teatro do Sesc, em Carazinho, que estar em campanha vem sendo uma tarefa imposta e que prefere fazer gestão.

Ao se despedir do público que ocupava as cadeiras do teatro para retornar à prefeitura, deixou isso claro:

''_Estou indo porque alguém tem que trabalhar. Amanhã eu saio (da prefeitura) para fazer campanha para os nossos candidatos. Eu não gostaria nunca de fazer campanha''.

Nas últimas semanas o prefeito tem se ausentado alguns dias, poucos, por meio de licença, para se dedicar à essa captação de votos. Na primeira ocasião foi substituído pelo vice-prefeito Fernando Sant´Anna (PP), e na semana passada, pelo presidente da câmara, Márcio Hoppen, o Guarapa (MDB), que deve ser o prefeito em exercício novamente nesta terça e quarta-feira. 



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